O crucial da proteção espiritual (não é o que você espera)

Uma vantagem psicológica do ceticismo é não acreditar em espíritos malignos ou parasíticos, nem em ataques espirituais. Trata-se, vale frisar, de uma vantagem puramente psicológica, no entanto – ela não protege ninguém de nada, nem se sustenta de forma alguma a longo prazo, mas permite alguma tranquilidade temporária, pelo menos até algo inexplicável acontecer e aí até o Richard Dawkins vai atrás de benzedeira. Quando a gente começa a estudar ocultismo e descobre que, sim, é possível ser alvo de ataques espirituais, é meio inevitável bater uma leve paranoia… ou não tão leve, no caso de algumas pessoas.

E por isso é complicado fazer um texto sobre proteção espiritual: eu não posso simplesmente explicar o conceito e então oferecer algumas possibilidades práticas que qualquer um possa fazer, porque tem um monte de pequenos enroscos que é preciso resolver logo de cara. Por exemplo, quando você pega qualquer livro gringo sobre o assunto, a primeira coisa que eles vão falar é que ataques espirituais são raros. E, bem, eles têm razão em dizer isso, porque a maioria dos casos que eles pegam é só paranoia mesmo… mas eles não moram no Brasil.

De novo, é difícil falar disso, porque não quero gerar alarde (e de fato não há motivo para isso), mas a magia tem uma forte presença numa cultura como a nossa, e eu aposto que todo mundo que me lê conhece pelo menos uma pessoa que sofreu algum tipo de ataque nesse sentido e não era só paranoia. E, sim, amarração também conta como ataque. Ao mesmo tempo, o fato de isso acontecer não quer dizer que seja corriqueiro e que todo mundo ao seu redor esteja conspirando contra você (a não ser que você esteja andando com um pessoal bem merda do meio ocultista…). É uma coisa que pode acontecer uma vez na vida de alguém, mas não é para ser um evento de toda quarta-feira. Aí, pois é, esse aviso que eles dão logo de cara já não dá para levar tão a sério. Só que o assunto se torna ainda mais complicado porque existe um monte de gente inescrupulosa que vai fazer uma consulta com você e aí revelar que – Ó, minha nossa – uma maldição muito fodida foi jogada contra você e sua família e que é preciso pagar 10.000 reais para essa pessoa quebrá-la. Tem muita coisa entre esses dois extremos. Se alguém lhe diz que há uma maldição terrível no seu nome, mas sua vida segue normal, então é difícil não suspeitar de um engano ou golpe. Se, no entanto, você relata sintomas como os da história do Frank, que a Josephine McCarthy, da Quareia, conta ao descrever os efeitos de parasitas energéticos (eu falo disso num texto aqui sobre “sinais”), aí dá para levar mais a sério. Se houver de fato algo vindo na sua direção, não vai ser um único magista que vai diagnosticar (e nem cobrar 10.000 reais para limpar).

O chamado “olho turco” ou “olho grego” (nazar, em árabe, ou mati, em grego), famoso amuleto de proteção contra o mau olhado. Eu não sou de descontar tradições populares, mas não acredito que um amuleto comprado na feirinha tenha por si só grande eficácia, sem pelo menos uma rezinha em cima antes para consagrar.

Depois tem o fato de que não existe uma técnica – uma reza, um ritual, um talismã – que dê conta de todo tipo de proteção (ou, pelo menos, não tem uma técnica que dê para fazer 100% de boas e que seja possível ensinar abertamente ao público inexperiente). Além da possibilidade do ataque direcionado pelo/a ex-namorado/a de alguém que você seduziu, existem também lugares que são o equivalente espiritual à Praça da Sé às 8 horas da noite. O Jason Miller, em seu recente Consorting with Spirits (um belo livrinho que eu recomendo muito que vocês leiam) conta a história de suas andanças pelo território das Pine Barrens, em Nova Jersey, para conjurar o famoso demônio de Jersey (uma ótima ideia, como se pode ver), e um espírito lá lhe diz que, se não fosse pelo fato de ele não andar sozinho, por assim dizer, tendo consigo uma multidão de aliados espirituais, ele estava era fodido no meio das entidades sinistras que rondam o lugar.

Então, como se pode ver, existem ataques espirituais direcionados e ataques resultantes de estar no lugar errado na hora errada. Depois, num nível mais concreto, temos os perigos ligados ao plano físico mesmo, os riscos de acidente, assalto, violência, esse tipo de coisa. Não que as duas coisas não estejam interligadas – ataques espirituais geralmente começam leves, com pesadelos, mal estar, esse tipo de coisa, mas depois vão pegando embalo até potencialmente uma hora você começar a viver o filme Premonição –, mas aí entram muitas outras coisas, desde karma até nossas próprias más decisões.

Por fim (e ainda estamos começando a desdobrar os problemas da questão da proteção), tem o fato de que as suas proteções devem ser equivalentes ao perigo que se corre. Uma comparação com o mundo físico de novo é útil: quem trabalha na construção civil deve usar o EPI adequado, o que inclui botas reforçadas, capacete, óculos de proteção, luvas de segurança; quem trabalha com segurança pública usa colete à prova de balas; quem trabalha com fogo usa equipamento antichamas. Agora, se você é contador e aparece no seu escritório usando isso tudo, as pessoas vão estranhar, com razão. Por esse motivo, podemos falar em proteção espiritual em dois eixos: um eixo vertical, no sentido de que as proteções se dão em camadas (e o fato de usar algum método mais reforçado não isenta você de ter que cuidar das partes mais básicas); e outro horizontal, pensando nessa questão da especificidade do perigo que se corre. Para dar um exemplo dessa questão de especificidade de proteção: em termos de magia planetária, Marte costuma ser o mais indicado para preservar a sua integridade física e patrimônio; o Sol, para afastar parasitas e pragas energéticas; e Saturno contra magia maléfica, conspiração e fofoca. Para proteger o viajante, costuma-se recorrer a Lua e Mercúrio.

Para o cidadão normal, o grau médio de perigo é pequeno, já que dificilmente essa pessoa vai ter contato constante e regular com entidades perigosas. Isso não quer dizer que possa se descuidar completamente, mas sim que, na maioria dos casos, só fazer o mínimo já deve bastar. Pode até recorrer a um talismã simples, como um quadrado SATOR ou um quadradinho de Marte ou um salmo escrito num pedaço de papel para proteção física, mas isso também varia (de novo, se você mora no Brasil, isso faz bem mais sentido do que se você mora no Canadá, em termos de índice de violência). Óbvio que é importante ter um contato a quem se possa recorrer numa emergência (aquele terreiro amigo para ir caso façam algo contra você, por exemplo), mas isso não deve acontecer com frequência. Agora, para quem trabalha com isso, assim como o caso do pedreiro ou do bombeiro, é crucial ter outras precauções. Quem atende pessoas com tarô, por exemplo, precisa se cuidar um pouco mais (e o tanto de jovem que eu vejo que atende gente e depois reclama que se sente “esgotado” deixa claro, para mim, que muita gente não está fazendo nem o básico), e se você é um magista que faz rituais constantes de manifestação e trabalha com evocação, bem, nem preciso falar nada, né? Quem faz exorcismo e quebra de demanda, então…

O principal ponto aonde eu quero chegar, no entanto, é que antes de qualquer outra coisa, qualquer outro ritual ou talismã, no mínimo do mínimo é preciso se preocupar com a questão da limpeza energética. De novo, eu volto ao texto que eu escrevi sobre isso aqui n’O Zigurate (que eu pretendo atualizar qualquer hora, aliás), onde é explicado o conceito e algumas práticas básicas.

É, eu sei, é meio frustrante, né? Vocês esperavam altas técnicas para escudos energéticos e rituais elaborados, vários espíritos fodões para proteger o seu espaço violentamente, mas a realidade é que nenhum tipo de proteção vai ter lá muita eficácia se você e o seu espaço estiverem imundos. Na tradição da magia salomônica, por exemplo, usa-se o hexagrama de Salomão, o anel e o círculo como formas de proteção, além da espada ou adaga para uma proteção mais ativa, por assim dizer. Mas ainda assim é indicado o uso de banhos, jejum, confissão e outras técnicas de purificação antes de qualquer coisa.

A Cura Prânica, que é a escola mais eficiente que eu conheço de limpeza energética, não trabalha com quebra de demanda – geralmente, quando se pega um caso desses, você primeiro conduz a pessoa a alguém que faça essa quebra e depois trata de limpar o estrago que ficou, meio tipo um fisioterapeuta depois que alguém sofre um acidente. O que se flagra sim com alguma frequência são vítimas sofrendo “ataques psíquicos” de pessoas que não dominam práticas mágicas de fato e sequer estão cientes de que estão atacando, pela criação de elos energéticos negativos estabelecidos geralmente por atenção negativa e que servem como conduítes por meio do qual se troca energia. Não temos espaço aqui para falar disso agora com maiores detalhes, mas podemos dizer algumas coisas básicas sobre esse fenômeno: esses elos negativos são fáceis de cortar com a técnica adequada – nada dessa bobajada New Age puritana de “você fica unido durante 7 anos com quem você transou” – e podem até ser desfeitos naturalmente caso a pessoa que tenha estabelecido os elos pare de alimentá-los energeticamente. Nós alimentamos esses elos por via da atenção (a energia vai aonde a atenção é direcionada) e por esse mesmo motivo, eles podem se tornar calibrosos e persistentes caso a pessoa alimente os sentimentos/pensamentos negativos contra a vítima com frequência e intensidade[1]. Quem tiver interesse pode consultar o livro Psicoterapia Prânica, do Mestre Choa Kok Sui, onde o conceito é explicado.

Existe uma relação íntima entre sujeira e ataque espiritual, direcionado ou não. O mundo energético funciona, em algumas coisas, ao contrário do mundo físico. Em vez de opostos se atraírem, semelhantes se atraem, e a energia suja chama todo tipo de coisas ruins. Como eu já disse no texto sobre formas-pensamento, se você deixa o seu corpo energético e o seu espaço ficarem imundos, isso vai atrair parasitas e afins, igual sujeira física atrai moscas e baratas. E quanto mais tempo você adiar a limpeza, pior fica. Nessa mesma toada, ataques energéticos, sejam eles qualificados ou não, têm maiores efeitos de acordo com a ressonância que encontram na vítima. Nesse sentido, uma pessoa com um sistema energético enfraquecido e sujo pode sofrer efeitos devastadores se for vítima de fofoca e difamação no local de trabalho, por exemplo. E isso é mais um motivo para cuidarmos da nossa limpeza e desenvolvermos o nosso corpo energético por meio de práticas de rotina.

Uma cena medonha do filme Brazil (1985), do Terry Gilliam, onde o Robert De Niro liga o cano de esgoto na roupa protetora dos funcionários do governo que invadiram a casa do protagonista e, bem… dá para ver o estrago.

Muito magista iniciante pensa algo como, “ah, mas eu faço o Ritual menor do Pentagrama, eu estou safo!”. Bem, não. O RmP é um belo ritual de limpeza e proteção, mas sua força vai depender da sua própria força pessoal, da sua conexão com a egrégora, da sua execução e sua frequência. Um ritual de 3 minutos feito por um iniciante tem alguma eficácia, mas às vezes é como lavar a mão quando você precisava entrar embaixo do chuveiro e esfregar tudo com uma bucha vegetal. A não ser que você esteja vivendo no meio do mato e conduzindo um estilo de vida quase monástico, não vai ser o suficiente. O erro do magista cerimonial (e de muito caoista também) é desprezar técnicas populares e acessíveis como banhos por dominarem rituais complicados, e não é bem assim.

Depois, uma vez resolvida essa parte da limpeza, a proteção mais profunda que se pode ter deriva da prática constante e sua conexão com as forças com as quais você tem maior afinidade. É possível recomendar a alguém para que trabalhe com o arcanjo Miguel, uma entidade muito associada com proteção espiritual. Mesmo num trabalho breve com o arcanjo, sem nenhum envolvimento prévio, já dá para ter bons resultados, mas 1) esses resultados se tornam maiores e mais constantes conforme se aprofunda a relação com o anjo, e 2) se não houver afinidade da parte do praticante, não dá certo. O mesmo vale para divindades e outros seres. No panteão babilônico, alguns dos deuses mais invocados para limpeza e proteção (especialmente contra magia maléfica e espíritos malignos) são Marduk, Ea e Shamash, mas acho difícil alguém que não tenha pelo menos uma abertura para esse energia se beneficiar desse trabalho. Ao mesmo tempo, se você tem uma relação forte com um deus ou outra entidade dessas grandes que não necessariamente tenha a ver com proteção espiritual, você pode recorrer a esse nome quando precisar, e o resultado muito provavelmente vai ser mais benéfico do que se você procurasse uma entidade aleatória para isso em algum catálogo de divindades.

Tudo isso não quer dizer que os livros escritos sobre técnicas de proteção espiritual sejam inúteis. Inclusive, tem dois que eu gostaria de recomendar para quem tem interesse no assunto: de novo um livro do Mestre Choa Kok Sui, Autodefesa Psíquica Prática em Casa e no Trabalho, mas também Protection and Reversal Magick: Beyond 101, do Jason Miller. O primeiro eu diria que é mais indicado para o público em geral, não apenas praticantes de Cura Prânica, ao passo que o segundo é mais exclusivo para magistas avançados (que também se beneficiariam de ler o livro do Mestre, digo, mas o ponto é que o do Jason mais difícil de recomendar para o iniciante)[2]. Outra leitura bastante interessante é a lição 7, “Magical Protection”, do módulo I (“core skills”) da Quareia, da Josephine McCarthy (spoiler: ela igualmente enfatiza a questão da limpeza! Mas também ensina algumas técnicas práticas).

Para ninguém dizer que eu não falei nada sobre técnicas mágicas de proteção propriamente, segue aqui uma breve lista de talismãs que alguém, em tese, pode fazer para reforçar suas proteções:

  • O chamado segundo pantáculo de Saturno, como consta na Clavicula Salomonis (link) que é de “grande valor contra adversidades”. Seu design inclui um quadradinho SATOR (antigo amuleto de proteção) em hebraico;
  • A receita de mojo bag descrita no livro do Jason Miller com a função de “mandar feitiços de volta para quem jogou praga em você”, contendo sal, folhas de eucalipto e cascas de siri embrulhados num saco vermelho. Consagrar com um salmo (o salmo 34 é especialmente recomendável);
  • Um cristal em forma de hexagrama, descrito no livro do Mestre Choa, consagrado com a fórmula do livro e usado como pingente;
  • Uma garrafa ou outro objeto para servir de lar a um espírito familiar (de preferência associado à esfera de Marte), incumbido de proteger a casa (o livro Familiar Spirits do Donald Tyson dá instruções nesse sentido);
  • O talismã de Ouroboros que consta em PGM VII. 579-90, descrito como um “guardião contra dáimons, contra fantasmas, contra toda doença e sofrimento” (ele aparece aqui no meu texto sobre os PGM);
  • Um talismã da estrela fixa Algol, que, como consta em Agrippa, “preserva os membros do corpo e também ajuda contra bruxaria, reflete más intenções e encantamentos maléficos de volta aos seus adversários”. É um dos talismãs de proteção mais poderosos que se tem, pelo menos dentro da tradição da magia astrológica.
O segundo pantáculo de Saturno

A questão é que todos esses itens ou são muito complexos para o iniciante (o de Algol especialmente) ou exigem certa manutenção – cristais precisam ser limpos, mojo bags alimentadas com óleo ou bebida. De novo, para quem já tem um trabalho mágico corrente, não é nada de mais. Só que às vezes o leigo lê a descrição “um dos talismãs de proteção mais poderosos que se tem”, gasta uma grana para obter um negócio desses (o Christopher Warnock estava vendendo talismãs de Algol a 300 dólares, mais frete) e aí pensa “pronto, agora eu sou o Super-homem”. Dependendo do grau de burrice, capaz de a pessoa ter vontade de deitar na BR para testar o talismã… agora imagina o trabalho para convencer esse indivíduo de que, calma, não é bem assim e que, além de tudo, é preciso dar uma defumada na casa de vez em quando.

Por isso, se eu puder resumir as minhas sugestões especialmente para o leitor iniciante, elas seriam: concentre-se na limpeza do seu espaço e do seu campo pessoal; caso tenha uma prática constante, siga firmando sua conexão com o divino, no sentido mais amplo, e com quaisquer que sejam os seus aliados espirituais. Depois você pode ir dançando conforme a música, criando um talismã de proteção antes de uma viagem, por exemplo, ou caso precise rotineiramente passar por lugares perigosos. Você pode fazer magia de salmos, por exemplo, e criar um talismã dos salmos 34 (viagem), 77 (contra perigos) e 121 (proteção à noite), ou fazer algo com os anjos do Shem HaMephorash, que eu já indiquei aqui. Outras opções incluem a oração de São Jorge e a oração de São Miguel Arcanjo. Fora dessa egrégora, quem trabalha com runas pode recorrer à runa Algiz; quem faz magia com o tarô, ao arcano da Temperança; o símbolo Carcer na geomancia; ou ainda trabalhar com cristais: ametistas são bons cristais de defesa, e você pode usar um pingente ou uma pedra rolada no bolso – após limpá-la e consagrá-la, claro, como consta no meu texto aqui sobre o assunto – para programá-la a fim de te proteger contra a má vontade alheia. Obsidianas também são boas para isso, mas, sendo pedras escuras, exigem maior manutenção e limpeza. Depois, caso você se aprofunde nas práticas mágicas, dá para pensar em técnicas mais complexas.

E então tem algumas últimas sugestões que eu posso fazer, que são úteis e fáceis de implementar.

  • Após fazer uma limpeza pesada na sua casa, utilize um óleo de proteção para selar as entradas, fazendo uma cruz ou um pentagrama nas portas e janelas. Bons óleos para isso incluem o célebre óleo de Abramelin (óleo essencial de canela, mirra e cálamo, usando azeite de oliva como veículo) ou o Fiery Wall of Protection, do Hoodoo (a receita inclui de novo canela, mas também gengibre, arruda, dragon’s blood, sândalo e pimentas);
  • Uma dica tradicional, que consta no blog do Balthazar (do canal Balthazar’s Conjure) e que muitos praticantes de umbanda também usam, é deixar um copo ou vasilha com água (ou então com água e sal) na cabeceira da cama ou aos seus pés, embaixo da cama. Observe o comportamento da água (bolhas costumam indicar que alguma coisa aconteceu por aí) e troque a água com frequência;
  • Evite sair contando os seus planos por aí (exceto, claro, para as pessoas cujo envolvimento nesses planos é crucial). Nesses estágios iniciais qualquer coisa que a gente crie está ainda muito vulnerável e envolver energeticamente nisso mais gente do que o estritamente necessário ameaça a viabilidade desse embrião. Sim, o mesmo se aplica a embriões de fato, não metafóricos. Tem um bom motivo para o hábito das pessoas de não revelar gravidez antes dos 3 meses. E, não, isso não é necessariamente por inveja e nem significa que as pessoas te odeiam. O ser humano é complicado mesmo;
  • Se você tem muita sensibilidade energética e/ou se você é uma esponja com tendência a absorver sentimentos alheios (acontece muito com certas posições da Lua no mapa astral), pode ser interessante aprender a fazer um escudo energético. O Damien Echols tem um vídeo sobre isso, mas o método do Mestre Choa em Autodefesa Psíquica é mais prático, penso eu. Para quem tem uma prática mais constante, é possível criar escudos que duram vários dias, mas ao iniciante o recomendável é criar um escudo que dure 1 dia, ativando-o de manhã cedo antes de ir para o trabalho, por exemplo;
  • Reveja suas companhias. As pessoas com quem você anda e convive fazem você se sentir bem? Ou você se sente como se um caminhão tivesse passado por cima de você toda vez que interage com elas? Escudos e outras técnicas podem ajudar quando a convivência é obrigatória (tipo no trabalho), mas amizades e relacionamentos amorosos, em tese, a gente pode escolher, e não tem proteção que dê conta quando você decide morar em Chernobil.

E, ufa, isso conclui nossa introdução ao assunto. De novo, sei que não é tão emocionante quanto vocês poderiam esperar, mas muitas vezes o que é mais simples e prático acaba sendo bem mais útil do que o espetacular.

(Este texto foi escrito em coautoria com a Maíra)

* * *

1. É relevante incluirmos aqui uma nota sobre o termo “vampiro psíquico”, extremamente popular no meio New Age. O vampirismo descrito aqui é um evento, resultado de um mau hábito, e não significa que a pessoa seja, em essência, um “vampiro”.

2. “Mas e o livro da Dion Fortune?” Esse é o primeiro título que é sugerido quando se pensa em “autodefesa psíquica”, mas sendo de 1930 e muito ligado à Golden Dawn, é um livro que exige alguma contextualização antes de ser lido e por isso, assim como muita coisa do Crowley e afins, eu não posso recomendar.

1 comentário Adicione o seu

  1. Amisadai goncalves Trindade disse:

    Gratidão!

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