Um roteiro para rituais no estilo Golden Dawn

Partindo de uma perspectiva pragmática, uma das grandes vantagens dos rituais do currículo da Golden Dawn é que eles são modulares e versáteis: as diferenças entre as várias formas de um mesmo ritual costumam ser as formas desenhadas no ar, os nomes divinos entoados, as cores visualizadas. Com um domínio razoável das suas tabelas, fica fácil combiná-los para elaborar um ritual maior com qualquer propósito específico. É claro que a parte criativa acaba deixando um pouco a desejar, se você prefere uma abordagem mais livre e intuitiva, mas é preciso reconhecer que há uma vantagem de praticidade nesse sistema que retém ainda o seu apelo.

Então, pensando nos alunos que participaram das duas turmas que eu já ministrei do curso de Rituais Fundamentais da Golden Dawn, decidi publicar este post com um roteiro básico. É honesto avisar, porém, que a ideia não é original, e eu me baseei muito nos posts do blog Ananael, de Scott Stenwick, e no livro Circles of Power, de John Michael Greer. Greer oferece várias instruções práticas, e seu livro é uma excelente introdução para quem quiser mergulhar mais a fundo nesse sistema (para quem quiser ter um primeiro contato, eu recomendo, de novo, os livros do Damien Echols). E o Stenwick tem uma série de posts com modelos prontos para rituais envolvendo os 4 elementos, os 7 planetas e os 12 signos do zodíaco. Ele também é o proponente da prática do “Operant Field”, uma combinação dos rituais de Banimento Menor do Pentagrama (o famoso RmP) e de Invocação Menor do Hexagrama (RmH) que ele recomenda para prefaciar rituais com objetivos práticos, de manifestação, e que eu mesmo já utilizei também inúmeras vezes, de forma bem-sucedida.

O ponto em que eu vou divergir um pouco do Stenwick é que ele parte do princípio de que você está fazendo magia cerimonial hardcore, o que implica usar um triângulo de evocação, como o modelo de João Tritêmio ou o Sigillum Dei Aemeth de John Dee, e algum meio de manifestação para o espírito através do qual vai se estabelecer a comunicação. Esse tipo de prática é legal, sim, mas não é a única prática possível. O mesmo modelo aqui pode ser usado para realizar meditações na energia de um dado espírito, para fins de comunhão ou para feitiços mais simples. Não é preciso fazer um ritual de mais de duas horas e esperar o espírito aparecer numa bola de cristal se você quiser só pedir um favor, tipo fazer magia de prosperidade ou construir um talismãzinho, e é possível trabalhar num molde mais simplificado, como faz o rootworker Balthazar, do canal Balthazar’s Conjure (vide este vídeo, por exemplo). Em vez de toda a parafernália da magia cerimonial, Balthazar emprega o que ele batizou de the tablet of lights, um pratinho ou quadro negro que você consagra previamente onde os sigilos adequados serão desenhados, sobre os quais você coloca as velas. Se você souber o que está fazendo, dá para reduzir tudo para coisa de 20 minutinhos, sem perda de eficácia.

Imagem do vídeo do Balthazar mostrando o tablet of lights, onde foram inscritos o sigilo do planeta Júpiter e o de sua inteligência e espírito, Jofiel e Hismael, junto com o nome divino cabalístico associado, El. Eu recomendo imensamente os vídeos desse autor também.

Sem mais delongas, vamos lá para o roteiro em si. Lembrando que, claro, esse não é o único modo de trabalhar. Se você tem um outro método e ele funciona, maravilha, não precisa mudar porque eu digo que esse é o “modo correto”.

1. Preparação

Antes de mais nada, você vai preparar o seu altar. Para isso, é preciso saber quais serão as forças que serão conjuradas aqui, óbvio. Suponha que você queira trabalhar com o elemento fogo, que trata da nossa força de vontade e criatividade — você pode trabalhar com fogo, por exemplo, para ter mais ânimo, disposição, coragem e ideias. Nesse caso, você vai querer chamar o rei elemental do fogo, Djinn, tal como consta em Agrippa, e/ou o arcanjo do fogo, Miguel. A cor do fogo é o vermelho, então você vai usar velas vermelhas, talvez panos vermelhos, um incenso associado ao fogo, e por aí vai. Você também vai querer ter, no altar ou pendurado no pescoço, um sigilo da entidade a ser conjurada. O sigilo, como se sabe, é a assinatura e o número de telefone da entidade, que permite você contatá-la (e você pode conferir como construir o sigilo do rei elemental Djinn e dos outros reis, Paralda, Nicksas e Ghob, no blog do Stenwick). 

Se for trabalhar com um planeta, por exemplo Júpiter, que é o favorito das magias de prosperidade, há também os arcanjos e outros espíritos adequados. O arcanjo de Júpiter é Tzadikiel ou Sachiel, e você pode chamá-lo usando o seu sigilo tal como consta num grimório clássico conhecido como o Heptameron, mas também existem a sua inteligência, Jofiel, e seu espírito, Hismael, cada um dos quais tem seu sigilo próprio, como aparece também em Agrippa. A inteligência é um outro tipo de entidade celestial intermediária, que parece responder ao anjo e comandar o espírito, que, por sua vez, representa a energia bruta do planeta. Damien Echols lida geralmente só com o anjo, associado, no sistema da GD com o qual ele trabalha, à sefirah de Chesed, mas no ritual do Balthazar que eu citei mais cedo, ele vai colocar no pratinho os sigilos do planeta, da inteligência e do espírito formando um triângulo, com as velas em cima. E o Scott Stenwick trabalha com todo mundo, usando todos os sigilos, chamando o anjo e pedindo para que ele traga a inteligência e depois que a inteligência traga o espírito. Assim, você pode escolher com quem vai trabalhar, de acordo com as suas preferências — só não é recomendável trabalhar com o espírito, Hismael, sozinho, porque a literatura sobre o assunto entende que essas figuras são incontroláveis e obedecem apenas à inteligência do planeta.

De resto, os arcanjos são, em ordem, indo da Lua a Saturno: Gabriel, Rafael[1], Anael, Miguel, Camael, Tzadikiel/Sachiel, Tzafikiel/Cassiel. Seus sigilos tradicionais se encontram todos no Heptameron e eles estão todos distribuídos de Yesod a Binah nas sefiroth da Árvore da Vida. Completando a árvore temos ainda os arcanjos Sandalphon, Raziel e Metatron. Mas espere, tem mais: há também os arcanjos dos 12 signos do zodíaco, dos 36 decanos e os 72 anjos do Shem HaMephorash (vou falar mais deles num texto futuro). É anjo pra cacete e todos já foram devidamente contemplados pelo sistema da GD e identificados dentro do mapa geral usado aqui, por isso não é difícil encaixá-los num ritual como o que estamos vendo neste texto.

E, não, esse tipo de ritual não está limitado ao trabalho com anjos. Há quem trabalhe também nesses moldes com entidades como os 7 espíritos olimpianos descritos no grimório renascentista Arbatel. Tal é o caso do Frater Acher, que fala dessa experiência em seu blog Theomagica, e esses espíritos também são fáceis de encaixar aqui, pois usam as cores e correspondências tradicionais dos 7 planetas e suas sefiroth. Até mesmo demônios há quem conjure com base nesse roteiro, como fazia Aleister Crowley, famosamente. E isso não é de se surpreender, haja vista que eles também têm associações com os planetas ou sefiroth[2], mas se você for seguir por esse caminho, pode ser interessante incluir a fórmula do Bornless Ritual como ritual preliminar também. Para entidades que não podem ser mapeadas pelo sistema da Cabala hermética (os anjos do Sefer HaRazim, por exemplo, que não têm associações planetárias/zodiacais evidentes), esse modelo, é claro, acaba sendo bem menos útil.

Imagens do caderno do poeta irlandês W. B. Yeats contendo suas anotações sobre o sistema mágico da GD

2. Preliminares

Um componente recorrente dos posts do Stenwick com roteiros de ritual é que todos começam com a sequência: Ritual Menor do Pentagrama, Ritual Menor do Hexagrama e Pilar Médio. Geralmente você vai querer usar a forma de banimento do RmP e a forma de invocação do RmH, mas é possível usar os dois em sua forma de invocação. A ideia aqui é fazer uma limpeza no nível microcósmico (o que permite um grau mais profundo de foco e concentração), ao mesmo tempo em que você abre os portões macrocósmicos para que a sua vontade se concretize mais facilmente no mundo material. Stenwick comenta que era comum os praticantes de magia da GD usarem os dois rituais na forma de banimento antes e depois da cerimônia, mas, segundo o autor, isso parece reduzir as chances de sucesso com magia de manifestação, sendo mais indicado para quando você precisa realmente fazer uma limpeza num dado espaço. Por fim, o Pilar Médio serve para fortalecer a conexão com o divino e dar uma energizada no geral. Para os thelemitas, os rituais equivalentes do Rubi-Estrela, Safira-Estrela e Selo de Onze Partes (a primeira parte do Reguli) são recomendados.

Há alguns outros gestos que não são propriamente rituais em si, mas que fazem parte da tradição e podem ser incorporados se for o caso. Antes da sequência de rituais preliminares, você pode começar com 11 toques do sino (11 era o número da magia para Crowley) no ritmo 3–5–3, acompanhados das expressões “Hekas hekas este bebeloi” ou “Procul este profani”, ambas as quais são avisos para que todos os profanos e não iniciados (encarnados ou não) devem ir embora agora. Donald Michael Kraig também recomenda, em Modern Magick, um ritual de relaxamento antes de fazer o RmP, para ajudar a entrar no clima.

Greer e outros autores incluem ainda, além dessa fórmula inicial, duas fórmulas tradicionais a serem recitadas. Feito o RmP, você toma o cálice cheio de água, o eleva no alto e recita: “E, em primeiro lugar, o sacerdote que governa as obras do fogo deve fazer a aspersão das águas lustrais do mar retumbante”. Depois, abaixa o cálice, desenha uma cruz com ele no ar, mergulha os dedos e faz a aspersão das águas no leste, no sul, no oeste e no norte, voltando enfim ao leste e repousando o cálice no altar, dizendo “Eu purifico com a água”. Na sequência, você toma o incenso, ergue-o no nível da sua cabeça e diz: “E quando todos os fantasmas tenham se desvanecido, tu verás este fogo santo e sem forma, que salta e relampeia pelas profundezas ocultas do Universo, ouve tu a voz do fogo”. Você vai desenhar uma cruz no leste e, de novo, repetir o gesto no sul, oeste e norte, repousando o incenso no altar ao fim, dizendo: “Eu consagro com o fogo”.

Por fim, tem o gesto da abertura do templo que envolve abrir os braços e recitar a fórmula: “Santo és Tu, Senhor do Universo; Santo és Tu, a quem a natureza jamais formara; Santo és Tu, o vasto e poderoso, Senhor da Luz e das Trevas”, encerrando com o sinal de silêncio (levar o dedo aos lábios, como quem faz xiu para alguém no cinema). Essa última parte também pode ser personalizada, o Scott usa uma prece diferente agora e eu mesmo já trabalhei com fórmulas variadas, incluindo uma prece que eu encontrei na obra de William Blake.

A possibilidade de incorporar ou não todos esses componentes vai de cada um. Se você estiver elaborando realmente um ritual mais cerimonial, pode ser interessante fazer tudo, mas para um trabalho mais rápido eu ficaria apenas com a sequência RmP — RmH — PM mesmo.

3. Sintonização

Agora vem a parte mais específica. Para trabalhos associados aos planetas ou signos do zodíaco, usa-se o Ritual Maior do Hexagrama, na forma de invocação, que envolve desenhar um hexagrama (“estrela de David”) nas quatro direções, visualizando-o nas cores específicas do planeta/signo e traçando-o de acordo, combinando os nomes divinos adequados e a fórmula ARARITA. A esse ritual segue-se uma recitação do hino órfico associado ao deus que dá nome ao planeta[3]. Uma tradução de todos os hinos órficos pode ser conferida na tese de doutorado de Pedro Barbieri Antunes, mas outras invocações equivalentes também podem ser usadas, como as do Picatrix ou da Hygromanteia. Para espíritos zodiacais, as fórmulas usadas são as adorações contidas no Liber 963, a Treasure-House of Images, como se pode observar nos posts do Stenwick.

Hexagrama demonstrando as cores dos planetas com a fórmula ARARITA em hebraico inscrita nas pontas. Imagem da Ordem Alpha et Omega, parte do acervo hoje do Museu da Bruxaria e Magia.

Essa sequência do Ritual Maior do Hexagrama com o hino órfico (ou equivalente) serve para alinhar o espaço com a energia ou vibração das forças que serão conjuradas. É mais ou menos como sintonizar a estação correta no rádio. Não é uma sequência obrigatória para trabalhar com forças planetárias ou zodiacais (afinal, se fosse obrigatório, a magia do Picatrix não funcionaria), mas ajuda bastante, especialmente se for o seu primeiro contato com elas – afinal, via de regra, quanto mais você se aproxima das entidades, mais fácil e menos burocrático é contatá-las, mas o contato inicial é sempre mais chato.

Para trabalhar com os elementos, em vez disso, você vai usar o Ritual Maior do Pentagrama, combinado com as preces elementais de Éliphas Lévi, que constam em seu Dogma e Ritual da Alta Magia.

4. Conjuração

Esta é a parte mais dramática. A recomendação é que você vibre o nome do anjo ou outra entidade a ser conjurada um certo número de vezes (cada planeta tem um número correspondente, de 3 a 9) ou até que sua presença seja sentida. Outros recursos úteis são direcionar a varinha para o sigilo enquanto se faz isso e/ou visualizar o nome da entidade no seu peito ou na sua testa (o que eu só recomendo fazer de fato com entidades angelicais). Então uma conjuração mais ou menos nos seguintes moldes há de ser recitada:

Ó glorioso e poderoso anjo GABRIEL, tu que comandas e governas a esfera de LEVANAH, eu te conjuro em nome de nosso Deus, SHADDAI EL CHAI. Se tal for a vontade do Altíssimo, pedimos para que assumas agora a forma que melhor reflita tua natureza celeste e te manifestes aqui neste cristal, para a glória e honra de sua divina Majestade. Amém.

Eu utilizei o arcanjo Gabriel, cujo domínio é a lua, como exemplo (e também peguei emprestado um misto da fraseologia mais padrão da GD e a das conjurações de Rufus Opus em Seven Spheres). Levanah é “lua” em hebraico e Shaddai El Chai é o nome divino cabalístico da sefirah de Yesod, que corresponde à Lua na Cabala Hermética, mas essas partes você pode substituir de acordo. Para rituais mais simples, com propósitos práticos, você pode enunciar essa fórmula uma única vez, que a sensação da presença já há de bastar (e pode acontecer bem rapidamente, na verdade). Mas, se você estiver fazendo uma evocação mais formal, aí pode ser o caso de ter que repetir mais vezes ou então fazer seja lá o que você sempre faça para que surja a aparição na bola de cristal ou outra ferramenta.

Uma vez estabelecida a comunicação, você pode fazer o que quiser: fazer o seu pedido, oralmente ou por escrito, consagrar um talismã, comungar com o anjo, meditar, etc. Apesar de não ser uma prática tão comum na magia ocidental, eu gosto muito de usar o equivalente a mantras, que, no trabalho com anjos, pode ser derivado dos nomes divinos ou de trechos de salmos.

5. Agradecimento e encerramento

O ritual agora já está completo e basta apenas encerrar. Porém, assim como você não simplesmente desliga o telefone na cara das pessoas depois de conversar com elas, há uma método formal para esses encerramentos. Feito tudo, você vai dar a licença para partida:

Ó poderoso anjo GABRIEL e espíritos de teu domínio, porque fostes diligentes em atender ao meu chamado, eu vos agradeço e vos dou a licença para partirem. Retornai ao local de onde viestes sem que mal algum seja feito a qualquer ser vivente. Ide com as bênçãos de SHADDAI EL CHAI e que haja sempre paz entre nós. Que assim seja.

Dê o tempo de um ou dois ciclos de respiração e você vai perceber que a presença já não está mais ali. Eu também gosto de recitar depois a seguinte fórmula:

A todo e qualquer espírito que tenha sido atraído e aprisionado por este ritual, eu vos liberto agora também, que vão em paz.

Toques de sino são muito eficazes para sinalizar o fim do ritual e dispersar quem quer que possa ter ficado por ali. Tipo, circulando, circulando.

Para encerrar, o padrão é utilizar o Ritual Menor do Pentagrama, na forma de banimento, ou o Rubi-Estrela. Caso você tenha consagrado um talismã[4] ou não queira necessariamente que essa energia se dissipe, você também pode encerrar apenas com a Cruz Cabalística. Não faz parte dos protocolos clássicos, mas eu recomendo ainda empregar algum método de aterramento para ajudar a voltar à consciência normal. Por fim, deixe as velas e incenso queimarem até o fim (mas cuidado para que isso se dê de uma forma segura, não me vá botar fogo na casa) e depois desmonte o altar e guarde os sigilos das entidades em um lugar adequado, como uma pasta ou uma caixa.

Se você tem interesse nesse tipo de magia e ainda não está inscrito no nosso canal do Telegram, então cola lá que você vai ficar sabendo em primeira mão quando eu abrir de novo o curso dos rituais da Golden Dawn. Mas acredito que mesmo quem não trabalha com magia cerimonial ou Cabala hermética pode se beneficiar em estudar a estrutura de um ritual desses, especialmente se estiver começando agora. Essas estruturas são bastante intuitivas e úteis para qualquer forma de magia.

* * *

[1] Eu trabalho com Rafael em Mercúrio e Miguel no Sol. Há tradições que invertem essa ordem, mas não tem problema também.

[2] Mais de um autor comenta que os demônios da Goécia estão situados na sefirah de Yesod, por exemplo. E há vários demônios no Livro Jurado de Honório, por exemplo, ou no Livro de Oberon associados aos planetas.

[3] Por exemplo, você recitaria o Hino Órfico a Zeus ao fazer um ritual de Júpiter. Como dito no texto sobre magia astrológica, o deus e o planeta não são a mesma coisa, apesar de ser possível trabalhar assim, mas o uso dos hinos órficos para esse fim já se tornou bastante tradicional.

[4] Diz Regardie no tijolão que o RmP pode descarregar o talismã recém-feito, por isso é importante embrulhá-lo em seda antes. Caso você não tenha seda, eu recomendo terminar só com a Cruz Cabalística mesmo.

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