Um hino real a Ishtar

A grande deusa conhecida como Ishtar entre os babilônios e Inana entre os sumérios é, de longe, a divindade mais popular do panteão mesopotâmico. Talvez não por acaso, o texto dedicado a ela publicado aqui no ano passado, “Ishtar, deusa do sexo e da guerra (mas muito mais do que só isso)”, seja o segundo…

Um hino à deusa mesopotâmica da cura e da saúde, Gula

Gula é o nome de uma antiga deusa suméria. Antiga quanto? Bem, seu culto é atestado pelo menos desde o período chamado de Dinástico Arcaico, no terceiro milênio, entre 2600 e 2450 a.C. Sob vários nomes (falaremos disso mais adiante), ela era conhecida em uma série de cidades-Estado, sobretudo Umma, localizada mais ou menos no…

Um roteiro para rituais no estilo Golden Dawn

Partindo de uma perspectiva pragmática, uma das grandes vantagens dos rituais do currículo da Golden Dawn é que eles são modulares e versáteis: as diferenças entre as várias formas de um mesmo ritual costumam ser as formas desenhadas no ar, os nomes divinos entoados, as cores visualizadas. Com um domínio razoável das suas tabelas, fica…

A Tábua de Esmeralda de Hermes Trismegisto

“É verdade, sem mentira, certo e muito verdadeiro” — assim começa um dos textos mais famosos do ocultismo. Mesmo que não tenha quase nenhum conhecimento do assunto, você certamente já ouviu alguma variação de “o que está em cima é como o que está embaixo”, que é uma das máximas herméticas presentes neste texto e com a…

Lendo a Bíblia: como surge o monoteísmo

Alguns autores como Jean Bottéro trabalham com uma distinção entre dois tipos de religião: as religiões mais orgânicas, tradicionais ou populares, cuja origem não é possível identificar em um único indivíduo, e as religiões históricas, atribuídas a uma profeta específico, que promulga um livro sagrado onde estão codificadas as principais doutrinas. O zoroastrismo com a…

Um hino a Ea, deus da sabedoria

Dentre todos os deuses mesopotâmicos, este é talvez o mais simpático. Seu nome é Enki entre os sumérios, literalmente “senhor” (EN) “da terra” (KI), mas é conhecido como Ea em babilônico. Eu já falei dele brevemente em meu texto sobre o panteão mesopotâmico e, assim como eu fiz com Marduk, achei que valia a pena…

Avaliando sinais

Eu pensei em dar a este texto o título “Como saber que algo está acontecendo de verdade e não é só coisa da sua cabeça?”, mas achei melhor ser mais conciso. Esse é um problema que afeta muita gente que está começando, ainda mais quando se pratica sozinho. Quando você aprende magia com outras pessoas,…

Os sete corpos do ser humano na astrologia hermética

O hermetismo fornece uma ótima base para uma teoria mágica da aplicação dos poderes dos planetas na magia astrológica. A primeira vez que eu tive contato com isso foi ao ler o clássico contemporâneo Seven Spheres, de Rufus Opus, um grimório de magia astrológica que envolve trabalhar com os sete arcanjos dos planetas num processo…

Um hino ao deus Marduk

Aproveitando o ensejo da aproximação do Akitu, o Ano Novo Babilônico, eu gostaria de compartilhar com vocês este material original dos cultos mesopotâmicos da antiguidade. Trata-se de um hino a Marduk — o principal deus celebrado no Ano Novo — chamado de shu-illa, uma “prece do erguer das mãos”, que era realizada pelo rei, em…