O que NÃO fazer em sua consulta com cartomantes

Pois, então, eis que você marcou uma consulta com alguém para tirar tarô para você — ao longo deste texto, eu estou pensando mais especificamente no tarô, mas os princípios gerais se aplicam para quem trabalha com cartomancia usando o Lenormand também ou ainda runas, geomancia e o que mais for[1]. Se você está procurando um oraculista, não importa qual a especialidade, é provável que seja porque um momento importante se aproxima — talvez você precise tomar uma decisão quanto a um relacionamento ou uma oportunidade de emprego, talvez seja o seu aniversário se aproximando ou você simplesmente precise de uma direção na vida. Por isso, é do seu interesse tirar o melhor proveito possível dessa oportunidade. Se você já tem alguma familiaridade com qualquer método divinatório — e mesmo quem tem essa familiaridade com o tarô, por exemplo, pode preferir procurar um tarólogo profissional para tratar de coisas realmente grandes —, você sabe que o modo como você formula a pergunta influencia a resposta que você vai ter. Uma pergunta vaga fornece respostas vagas, e eu imagino o pânico que deve dar no tarólogo iniciante que se depara com o consulente que vem e pergunta: “Eu vou ser feliz?”. Arrisco dizer, porém, que esse público que entende do oráculo é uma minoria em meio ao pessoal que eles atendem toda semana. No mais, ninguém ensina na escola como formular uma pergunta direito, e os exemplos midiáticos são sempre dramáticos, não dá para se orientar por eles. De vez em quando um ou outro seriado até acerta no modo como lida com o tarô, mas o mais comum é aquela pegada sensacionalista, tipo “ah, não, saiu a Morte, alguém vai morrer!!”. Por esse motivo não podemos culpar as pessoas por não saberem como se elaborar uma pergunta ou se comportar no geral durante a sua consulta. Eis o porquê de eu ter escrito este texto, então: se você souber como se aproximar, aí já agiliza muito as coisas, você vai aproveitar melhor a sua consulta e o seu oraculista não vai querer te esganar.

Café Fortune Teller, de Mary Hoover Aiken (1933)

Eu aviso, porém, que eu mesmo não sou um oraculista profissional — eu jogo tarô e geomancia, mas apenas para mim mesmo e pessoas próximas . Por isso, não falo aqui por experiência própria, o que é bom, porque se eu fosse, certamente arriscaria me indispor com clientes, porque as coisas que eu vou falar aqui podem irritar quem comete essas gafes. Mas eu fiz sim uma pesquisa com alguns amigos e amigas que trabalham com isso a fim de saber quais são as coisas que mais os incomodam. E o que eu percebi foi o seguinte:

A atitude

Me acompanhem nesse exercício imaginativo: Jorge é um homem de uns 20 e poucos anos, ateu ou agnóstico. Ele não acredita em magia, espíritos, energias, oráculos, astrologia, nem nada do tipo. Na verdade, ele está tão convencido de que tudo isso é uma farsa, de que todo mundo que trabalha com esoterismo é charlatão e todo o seu público é idiota e ingênuo, que ele faz questão que todos saibam disso em suas postagens nas redes sociais: “astrologia é terraplanismo”, “não acredito em nada que não tenha base científica”, “ciências humanas não são ciência de verdade”, etc. O Jorge é, como vocês podem ver, insuportável.

De vez em quando alguém que trabalha com oráculos pega um Jorge. O que um Jorge quer fazer numa consulta, eu não faço ideia. Talvez esteja entediado e com dinheiro sobrando, talvez seja só curiosidade para ver qual é. E aí o grande problema não é que ele não acredite — como eu já falei antes, crença tem um papel muito menor nas práticas mágicas do que a gente imagina. Não, o problema é que geralmente o Jorge quer testar o oraculista. “Quero ver se você é bom mesmo!” Na melhor das hipóteses, a coisa toda para ele é meio que um entretenimento, tipo show de mágica, “esta foi a carta que você escolheu?” Na pior, ele quer provar que o oraculista é um charlatão, pois acha que todo mundo é tipo aqueles falsos médiuns pilantras que fazem cold reading. Nenhum oraculista sério tem paciência com isso, e com razão, porque esse tipo de showzinho não ajuda ninguém.

Eu lembro de um relato da Josephine McCarthy, da Quareia, para o podcast Glitch Bottle, em que um cara desses quis testar as habilidades dela. Eles estavam num grupo de amigos, viajando, e ela estava sem seu deck de tarô, mas tinha um baralho normal, e ele lançou o desafio, tipo, “aposto que você não consegue usar um baralho normal para cartomancia” (risos). E eis que ela descobriu nas cartas que o espertão, que era casado, estava tendo um caso e falou na lata, muito para o choque e constrangimento generalizado no carro. Achei muito bem feito.

Testar a cartomante não leva a nada, é um desperdício de tempo e dinheiro. E, pior, mesmo que ela acerte as previsões, e aí? Isso vai bastar para fazer o Jorge mudar de ideia? Vai fazê-lo mudar de vida e procurar o caminho espiritual? Muito raramente, eu acho, depende um pouco do nível de negação da pessoa. Nos casos mais extremos de Jorges, se a cartomante acerta, ele vai achar que foi sorte; se ele vir um espírito, vai achar que está alucinando; se ele está ruim, faz uma terapia alternativa e melhora, ele atribui o resultado ao efeito placebo, e por aí vai. Um espírito pode chegar a passar a mão na bunda dele que ele vai continuar achando que é algum tipo de armação, delírio coletivo ou qualquer outra coisa. Ele já tem uma ideia fixa de como as coisas devem ser e tudo que cair fora disso ele finge que não existe.

Existem sim alguns Jorges que, quando a coisa aperta, recorrem ao esoterismo, mesmo nunca tendo acreditado em nada antes, “Meu parente foi internado, mandem preces/energias/vibes/etc”. É o proverbial ateu inexistente do avião em queda. Eu entendo que as pessoas são complexas e cobrar coerência delas é bobagem. E às vezes situações assim podem servir para despertar esse lado mais espiritual e aí, beleza, mas tem gente que quer poder falar mal das coisas e se beneficiar delas escondido… e não deixa de ser meio irritante, além de ridículo. Já vi gente que fala mal de astrologia nas redes sociais e que eu sei que bate ponto no astrólogo.

Mas tem um outro extremo também — vamos chamá-lo de a Zoraide. A Zoraide é a jovem mística que gosta de astrologia, mas nunca estudou nada direito e repete bobagens do tipo “estou no meu inferno astral” e coisas assim, usa um cristal imundo no pescoço e se informa pelo TikTok. Ela sabe a cor da própria aura, de que planeta e sistema estelar vieram seus guias espirituais e todas as profissões de suas últimas quatro encarnações. Recentemente ela viu uns vídeos sobre “chamas gêmeas” e na última viagem de brisadeiro, veio a revelação de que seu namorado e ela são isso mesmo, então ela decidiu confirmar num oraculista. A Zoraide talvez seja um pouco menos chata para o oraculista, porque não é uma figura que já chega na hostilidade, mas a sua propensão em acreditar em qualquer bobagem também não ajuda. Aos poucos ela monta uma maçaroca confusa das coisas que vai pegando aqui e ali e toma como verdade incontornável, e então ai de quem contrariar.

Gosto muito da cara da senhora de “Eu tô falando que vai dar merda, Zoraide”.
A Adivinha, pintura do artista suíço Albert Anker (1880).

O que essas duas figuras têm em comum é o fato de chegarem na consulta já com ideias pré-fabricadas. Ambos já “sabem” que as suas crenças são as corretas, assim qualquer coisa que a outra pessoa fale vai ser interpretada nesse sentido – e, se não for por aí, se eles sentirem que as suas falas ameaçam a sua visão de mundo, é muito provável que fiquem defensivos ou irritados. É muito mais produtivo chegar na consulta com a mente aberta, por assim dizer, contemplando a possibilidade de que aquilo que você pensa que quer e que pensa que vai acontecer serem ilusões. Eu sei que não é agradável pensar nesses termos, mas levar uma sacudida da taróloga (e eu conheço algumas que são ótimas nisso) às vezes é o que a gente precisa.

Para além disso — e aí é uma coisa secundária, mais pontual —, é bom se você puder fazer a sua consulta num estado de espírito mais ou menos tranquilo (claro, dentro do limite das possibilidades do Brasil da década de 2020 e dentro dos limites de alguém que está querendo saber coisas importantes). Todo mundo que joga tarô já deve ter passado pela experiência de algum dia ter feito um jogo enquanto sentia uma forte raiva, ciúme ou outra emoção dessas que fazem a gente perder a cabeça, e o jogo acabar sendo contaminado por essas emoções. Quando outra pessoa joga para você, rola um grauzinho de separação, o que diminui essa influência, mas ela ainda pode afetar o jogo, dependendo da intensidade dessas emoções. Além do mais, é chato para o profissional, porque esses sentimentos deixam a gente impaciente, querendo tudo para ontem. Ninguém (nem oraculista, nem qualquer prestador de serviço) gosta de cliente afobado que quer ser atendido neste exato instante e que, do nada, manda 20 mensagens no seu WhatsApp. Lembre-se que existem outras pessoas além de você na agenda do oraculista, e que ele também tem uma vida, não está lá para te servir. Então, se ele só puder marcar uma consulta com você daqui a uma semana, aproveite esse tempo para tentar se distanciar um pouco da situação emocionalmente, respire fundo, medite e se prepare.

Perguntas que não se faz

Algumas perguntas simplesmente não são de bom tom fazer. São coisas que você pode até perguntar para o seu baralho pessoal, em privado, mas complica demais quando você envolve o profissional nisso. Por esse motivo, a maioria das pessoas que eu conheço não responde a esse tipo de pergunta ou, se responde, o faz meio a contragosto.

“Estou grávida?”

É surpreendente o quanto essa pergunta é comum. Questões de fertilidade podem até aparecer em certos jogos (eu mesmo já tirei um jogo que, sem querer, previu uma gravidez), mas esse tipo de pergunta direta, feita no desespero porque rolou sexo sem camisinha, complica demais a vida do tarólogo. No mais, nem faz sentido – é menos de 10 reais um teste de gravidez, pelo amor de Deus, vai na farmácia e mija no palitinho, em vez disso.

“Fizeram trabalho pra mim?”

Essa é clássica. Assim, qualquer livro sobre o assunto (e eu recomendo demais o Protection and Reversal Magic, do Jason Miller) vai dizer que ataques mágicos são raros e que, na maioria dos casos, o ataque existe apenas na cabeça da pessoa. Dito isso, porém, aqui é Brasil, né, e esse tipo de coisa pode acontecer sim, e dá para usar o tarô como ferramenta para descobrir ataques. Mas não é qualquer cartomante que vai poder te ajudar. Se a pessoa não for especialista em exorcismo e limpeza pesada, aí você vai estar só expondo-a também às influências negativas que estão sobre você (isto, se houver qualquer coisa ali, claro). No mais, existe muita gente sem escrúpulos que inventa ataques para vender curas caríssimas, por isso cuidado. Na dúvida, visite um terreiro de confiança.

“Eu sou corno?”

MEUA MIGO.

Traição é um assunto popular para perguntarem nas cartas, mas é outra dessas coisas delicadas. De novo, não é toda pessoa que joga carta que vai negar atender a esse tipo de pergunta, mas não é legal. Se a cartomante tirar e acertar, aí o que você vai fazer? Vai terminar a relação “porque a cartomante falou”? Vai fuçar o celular da pessoa até achar as evidências do chifre? É difícil fazer isso sem parecer demente. E, se ela errar (e pode acontecer, nenhum profissional é infalível), pior ainda.

No mais, é aquela coisa, né… se você precisa perguntar, é porque no fundo já sabe a reposta.

Cartomancia, de Alexey Venetsianov (1842)

“Eu estou com uma dor no estômago faz uns dias, o que é?”

Por favor, não confie questões sérias de saúde no oráculo. Ele pode até apontar algumas coisas mais gerais, tipo “cuide do órgão x”, “tome cuidado com o estresse”, “não beba tanto” (questões de bom senso, né), e às vezes aparece uma questão de saúde quando você está perguntando sobre outras coisas, mas tarólogo não é médico. Vá na sua UBS e marque uma consulta, em vez disso. E mesmo que o tarólogo possa ser bom a ponto de acertar exatamente o que você tem (e tem sim quem tenha esse grau de domínio das coisas), não é bom para ele, legalmente, ser flagrado dando conselhos nesse sentido, e pode dar ruim. O mesmo vale para consultorias jurídicas. Então é melhor poupar a dor de cabeça e já nem perguntar, para começo de conversa.

Nesse mesmo clima, tem também a pergunta…

“Quando/como eu vou morrer?”

Confia em mim, você não quer saber isso. Mesmo que seja possível prever isso com algum nível de clareza (e há polêmicas aí), a não ser que você seja um bodhisattva muito elevado (e, bem, se você for, você não precisa ir numa consulta oracular…), nada de bom vai sair desse tipo de conhecimento.

Outro erro recorrente é querer saber da morte dos outros. Aliás, falando nisso…

Perguntas sobre terceiros

Essa aqui varia de cartomante para cartomante, mas pelos que eu conheço, eles geralmente não gostam. Por terceiros, entenda-se pessoas cujas ações não afetam em nada a sua vida. É OK perguntar, por exemplo, se uma pessoa com quem você está se envolvendo profissionalmente é confiável ou se é preciso tomar cuidado porque ela pode te passar a perna. Esse tipo de coisa te afeta e você quer saber como lidar. Agora, perguntar da sexualidade do vizinho só pela fofoca não é legal. Se você quer muito usar o tarô para fofocar da vida alheia, aí vale mais a pena aprender a jogar e não envolver outras pessoas nisso.

Outros detalhes a se evitar

Bem, se você conseguir evitar as perguntas acima, ótimo, já ajuda demais. Mas se você puder pensar um pouco mais ao elaborar a sua pergunta, vale prestar atenção a esta seção do texto.

Alguns oraculistas podem ter jogos mais gerais se você não sabe o que perguntar. A mandala astrológica é uma técnica que faz bastante sucesso, em que se tira 12 cartas (ou runas), dispostas em círculo, cada uma das quais equivale a uma casa de um mapa astral convencional. Assim, a casa 1 é a casa do eu, sendo um resumo de como você está, a casa 2 é a casa das posses e finanças, a casa 3 diz respeito aos seus arredores imediatos, vizinhos, irmãos, etc, e por aí vai. O Ricardo, do Via Lunar Tarot, tem também um método chamado Tabuleiro que utiliza todas as cartas do tarô e permite uma leitura bem completa. Se o profissional que você for consultar trabalhar com essa modalidade, maravilha, nem precisa pensar muito, é só ir lá e deixar que ele trabalhe. Mas, se não for o caso, é bom chegar tendo uma pergunta mais ou menos elaborada em mente.

É um pouco difícil elaborar uma boa pergunta, por isso eu vou oferecer algumas dicas também em linhas gerais:

Evitar perguntas de sim/não

Eu entendo, às vezes a gente quer uma resposta simples. Alguns oráculos, como a geomancia, oferecem opções diretas para responder sim/não, e perguntas desse tipo podem ser respondidas naquelas caixinhas de tarô-relâmpago que o pessoal às vezes abre no Instagram. Mas, se você está numa consulta, é mais interessante pensar em algo mais profundo. Em vez de “eu vou ser aprovado nessa entrevista de emprego?”, é mais interessante pensar em termos de “o que eu preciso saber quanto a essa entrevista de emprego?”, refletir sobre os seus pontos fortes e pontos fracos, pedir conselhos, etc. O sim/não aqui é muito simplista e pode criar uma atitude de cantar vitória antes da hora (tipo, “não vou me esforçar, porque disseram que eu vou passar mesmo, foda-se”) ou de derrotismo prévio – e nenhuma das duas posturas vai ser útil.

Evitar perguntas do tipo “devo fazer _____?”

O problema dessa pergunta é que ela terceiriza a responsabilidade. É, eu sei, é um saco ter que assumir a responsabilidade pelas nossas ações. Seria muito bom botar a culpa em forças externas, “Deus me mandou fazer isso”, e é o que muita gente escrota, especialmente em meios religiosos, acaba fazendo. Em vez de perguntar “devo terminar meu relacionamento?”, por exemplo, é mais interessante pensar em termos de “o que vai acontecer se a gente terminar? e se continuar como está?” (existem tiragens prontas já elaboradas para tomadas de decisões assim). Além do mais, pega mal para a cartomante se você entende uma coisa, então age de uma determinada forma e depois diz “ah, foi a fulana que mandou eu fazer isso”. Os oráculos são formas de obter informações: você está assim e assado, se seguir nesse caminho, vai acontecer x e você vai ter que lidar com y, se seguir no outro caminho, os problemas vão ser w e z, etc, etc. Aí o que você faz de fato com a informação, isso é responsabilidade sua e de mais ninguém.

Evitar perguntas muito a longo prazo

Geralmente oráculos trabalham com uma hipótese meio soft de destino. Entende-se que as coisas não estão predestinadas, tipo escrito em pedra, mas há influências. Essas influências a curto prazo tendem a ser mais previsíveis – por exemplo, se você tem intolerância a lactose e está comendo queijo, é seguro pressupor que vai ter uma dor de barriga muito em breve. Quando se pensa mais a perder de vista, a coisa complica. É possível pensar em certas tendências ainda, mas fica mais abstrato e há atitudes que podem ser tomadas que alteram esse destino – do contrário, ninguém faria magia, pois não faria sentido se tudo já estivesse 100% predestinado. O limite exato do prazo com o qual cada tarólogo está disposto a trabalhar vai variar de pessoa para pessoa. Pode ser três meses, seis meses ou um ano, mas dificilmente mais do que isso.

Uma coisa que pode ajudar ainda é manter em mente que o tarô conta uma história, uma narrativa (e, de um modo ou de outro talvez seja isso que os outros métodos façam, mas com o tarô isso fica bem óbvio). Nesse sentido, você chegar contando a sua história, onde você está e o que você quer já colabora para criar um contexto para o profissional. De novo, existe a noção no imaginário popular da sortista que é vidente e já sabe tudo sobre você antes de você sentar. Desnecessário dizer que isso é, no mínimo, meio raro. Ela pode sim descobrir essas coisas, se quiser, mas dá trabalho, e é mais fácil você já falar tudo, porque aí dá para ter uma ideia geral e muita coisa fica mais evidente.

Por fim, temos a última coisa a se evitar e talvez a mais importante…

Desrespeitar a pessoa atendendo

Ao incluir este item, eu me sinto meio tia do prezinho falando que não pode beliscar o amiguinho, porque é um negócio que parece óbvio, mas claramente não é. Existe uma tendência, que deve ser cultural, de o brasileiro tratar mal o prestador de serviço. A coisa é meio generalizada e vai desde o entregador até professor… e, claro, inclui ainda o oraculista.

“Ah, porque eu estou pagando”. Bem, se você pensa assim, felizmente ainda dá tempo de mudar e parar de ser cuzão. Todo mundo que você contrata merece ser tratado com respeito e, no caso do oraculista, é importante lembrar que você está pagando não só pelo tempo daquela pessoa e seus anos de estudo e experiência, como também pela sua energia. Tirar tarô, geomancia, runas é um trabalho bastante desgastante magicamente. O mínimo que a gente faz é tratar o profissional com respeito.

Cada pessoa vai trabalhar de um jeito – há quem prefira marcar as sessões ao vivo no Zoom ou então receber as perguntas por mensagem e depois repassar imagens da tiragem e áudio. Mas não importa qual é o estilo de trabalho, se você marcou um horário, espere ser atendido naquele horário, não passe da hora (a não ser que o profissional esteja OK com isso), não dê ghosting no oraculista.

É claro que existe, sim, o outro lado… existem oraculistas sem escrúpulos que inventam as respostas e eu já conheci um caso de um famoso que chega a receitar rituais que, digamos, não faziam muito bem para quem os praticava. Mas uma coisa não tem a ver com a outra – e, no mais, os nomes que eu indico na seção de indicações aqui do site, por exemplo, são todos de pessoas que eu sei que são sérias e confiáveis.

Se você seguir essas dicas, pode ter certeza que vai conseguir aproveitar o máximo a sua consulta com cartomantes, runólogos ou geomantes, e aposto que a experiência vai ser mais agradável para ambos os lados.

***

[1] Algumas coisas aqui se aplicam também para astrólogos, mas a astrologia é um mundo à parte. Via de regra, por exemplo, você não precisa ter uma pergunta ao consultar um astrólogo. Eu ia usar “oraculista” no título, que é um termo mais genérico, mas imagino que nem todo mundo conheça o termo, aí vamos de cartomante mesmo.

2 comentários Adicione o seu

  1. Ana disse:

    Muito bom!

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