A Lua, o Portal Celeste

Como toda bruxa bem sabe, a Lua é provavelmente o corpo celeste mais importante para a magia. Também é um dos mais complexos. É um senso comum das práticas mágicas — acredito que principalmente na bruxaria, mas não só, a magia de grimórios também trabalha com esse conceito — de que a Lua crescente serve para atrair coisas e a minguante para afastar, mas tem muito mais do que isso. O modo como ela está ligada a todos os ciclos, pode-se dizer, lhe concede um grande domínio sobre essa questão, que no mundo aqui embaixo, longe da perenidade tranquila dos mundos superiores, já é muita coisa.

Para efeitos de contraste, há dois principais ciclos ligados ao Sol, o primeiro sendo o ciclo óbvio do dia e da noite. O segundo é o seu caminho pelas estrelas, que levou pensadores no século XIX, como Max Mueller, a considerar, equivocadamente, num furor universalista típico da época, que todos os mitos fossem originalmente histórias ligadas ao caminho do Sol. Pois bem, a Lua cobre ambos os ciclos também, regendo a noite, ao mesmo tempo em que a soma da sua fase com a posição contra o fundo das constelações, visível no céu noturno, permite calcular em que signo está o Sol também: quando os dois formam uma conjunção, temos a fase da Lua Nova, e a Lua Cheia se dá na oposição (por exemplo, agora que o Sol está em Escorpião, a Lua Cheia deste último fim de semana foi obviamente em Touro, seu signo de exaltação). Mas, no que a Lua cresce e míngua, ela determina um outro ciclo crucial para os ritmos da vida humana que são os meses. A palavra “mês”, inclusive vem do latim mensis, que deriva de uma palavra do protoindo-europeu para “Lua”, com cognatos em grego (mene e men). Em inglês month e moon vêm das formas arcaicas moneth e mone, com cognatos em várias outras línguas próximas1. Em hebraico, idioma que tem vários nomes para a Lua, incluindo yerah (algo como “o que vaga”) e levanah (um poeticismo referindo-se à sua brancura), algo semelhante ocorre e o começo de cada mês judaico é marcado pela Lua nova, chamada de Rosh Ḥodesh, da raiz Ḥ-D-Š, com o sentido de “renovação”. A mesma lógica de calendário se aplicava entre os babilônicos, que consideravam o começo do mês auspicioso e observavam todo tipo de presságio ligado à Lua (se podia ser observada ou não, se tem ou não eclipse, etc) e, não por acaso também, para eles o número sagrado do deus lunar Sîn era 30, uma aproximação do número de dias de um mês lunar. 


Pintura de Ivan Aivazovski, Noite de Luar (1885)

Nesse campo, não podemos deixar de mencionar, claro, a questão dos ciclos das marés, igualmente comandada pela Lua de fato num nível físico, e o ciclo menstrual— outra palavra derivada do latim para “mês”. A duração dos ciclos lunares é muito próxima do intervalo entre uma menstruação e outra e, assim, não por acaso, criou-se um elo no imaginário entre a Lua e o feminino, a ponto de a maioria das pessoas pensar na Lua como uma deusa feminina. Assim acontece entre os gregos, com a deusa Selene, que acabou conferindo algumas de suas características lunares a Ártemis/Diana e Hécate e levou um poeta como Robert Graves a conceber a noção de uma divindade lunar unificada em seu influentíssimo, porém pouco factual, The White Goddess. Os havaianos também têm uma divindade lunar, Hina, bem como os povos guarani, com Jacy. Essa imagem, no entanto, não é universal: na religião mesopotâmica, o deus lunar Nanna ou Sîn era um homem, e o mesmo acontece com Yarikh, no Levante (cujo nome é próximo do nome hebraico para a Lua), ou Máni, mais distante, um deus nórdico. No pensamento dos povos indígenas Arawete, como lemos na tese de Viveiros de Castro, a Lua é também um ser masculino (inclusive o halo vermelho que de vez em quando aparece ao seu redor seria o sangue das mulheres com quem ele teria copulado neste período), que é retalhado a golpes de machado pelo espírito feminino Maraiama. Assim, para eles, cada Lua é de fato uma nova Lua, a anterior tendo sido destruída. 

Ainda dentro do tema da relação entre a Lua e o feminino, existia uma prática na Antiguidade, relatada por alguns autores, chamada de lunam ducere ou lunam trahere, geralmente traduzida em inglês como drawing down the moon (que também dá o nome a um ritual wiccano moderno). Aparentemente essa prática pertencia às bruxas da Tessália, uma região com (má) fama pela bruxaria, mas a gente ainda não sabe bem o que é que acontecia nesse caso. Alguns estudiosos entendiam que se tratava de um tipo de ritual ligado ao eclipse: tais bruxas seriam capazes de calcular e prever eclipses, o que, como se sabe, se dá pela observação de dois conceitos astronômicos, os nodos norte e sul da Lua, chamados respectivamente de cabeça e cauda do dragão (caput e cauda draconis) ou Rahu e Ketu, na astrologia védica. Quando a Lua cheia faz conjunção com um desses nodos, acontece um eclipse lunar. Assim, para um observador ingênuo, pareceria que, tendo calculado e previsto o eclipse, ao se realizar o ritual na hora correta, a bruxa faz mesmo a Lua desaparecer. Outros pesquisadores têm outras opiniões, no entanto, e entendem que elas de fato faziam a Lua descer diante dos olhos dos espectadores, ainda que não se saiba bem como e as sugestões mais típicas de truques com velas e espelhos não me parecem convincentes (seria o caso de conjuração de uma ilusão de fato? Vai saber).

Bem, independente de o que quer que fosse essa prática de fazer descer a Lua, a ideia de ilusões também não é estranha ao arquétipo lunar. Esse é afinal o sentido principal do arcano XVIII, A Lua, no tarô. A imagem é nebulosa e meio sinistra, mostrando uma Lua com aspecto severo, cães uivando e uma lagosta emergindo das águas, o que Arthur Waite entendia como “representando a vida da imaginação à parte da vida do espírito”, de modo que “o cão e o lobo são os medos da mente natural na presença deste local de saída, onde há apenas uma luz refletida para guiá-la”. É uma carta de escuridão, iluminada por uma luz difusa, onde encontramos confusão e os nossos medos tomam forma. Curiosamente, nas correspondências astrológicas do tarô, o arcano XVIII não é a carta da Lua, mas a carta do signo de Peixes, ligado à letra hebraica qof. No Sepher Yetzirah, a Lua é domínio da letra bet, que passa para gimel na Cabala hermética da Golden Dawn, correspondente ao arcano II, a Sacerdotisa ou Papisa, aquela que guarda os mistérios no véu atrás de si e tem o papel de mistagoga, de nos iniciar. É por isso que uma crescente lunar pode ser vista aos seus pés na versão do tarô Rider-Waite-Smith.


Os arcanos XVIII e II no tarô RWS

No entanto, algo da conexão com o feminino lunar persiste no arcano XVIII, o que eu gostaria de ilustrar com uma anedota. Certa vez, um tempo atrás, me pediram uma tiragem de tarô (o que eu faço para amigos, não profissionalmente) e eu decidi tirar a famosa mandala astrológica, em que usamos 12 cartas, cada uma correspondendo a uma das 12 casas de um mapa astral convencional. Pois nesta tiragem em especial, saiu o arcano A Lua na casa 5, que é a casa da criatividade e prazeres, mas também é a casa consultada para questões ligadas a fertilidade. Qualquer taróloga certamente não teria deixado passar essa associação, mas eu bobeei e me orientei apenas pelo significado mais típico ligado à carta, de confusão, geralmente entendendo como sinais de gravidez os valetes ou A Imperatriz. Meses depois, ela me procura e pergunta se tinha alguma previsão de gravidez lá. E eu, otário, não me dei conta. Que fique aí essa história como aviso.

(E o pior é que foi uma gravidez muito confusa, de fato, o que faz sentido com as outras atribuições mais típicas da carta.)

Agora vamos voltar à noção dos ciclos. Como dito, é um lugar-comum, uma das primeiras coisas que qualquer pessoa aprende ao começar a estudar magia, que aproveita-se a Lua crescente para atrair coisas, tipo dinheiro, e a minguante para afastar coisas, tipo inimigos. Mas e a Lua cheia?

Como explica o Master Co, um dos mestres da Cura Prânica, nos vários vídeos ao vivo que ele oferece em seu Instagram e no site do Instituto, o momento da Lua cheia (com um período de 24h antes e 24h depois) é quando temos o máximo de energia disponível vindo dos planos superiores. Porém, acontece que essa energia é como se fosse um fertilizante: se você joga num terreno baldio, tudo cresce, inclusive as ervas daninhas. Por esse motivo, a Lua cheia é um momento perfeito para se aproveitar esse pico energético para os nossos propósitos, tanto mundanos quanto espirituais (são momentos ótimos para conjurações completas e conversar com deuses e espíritos), mas deve-se tomar cuidado e acompanhar esse direcionamento da energia com práticas de limpeza e purificação, de modo a fazer crescer apenas o que queremos que cresça.

Corroborando esta noção, existe a ideia de que os períodos de Lua cheia são especialmente problemáticos para quem trabalha em hospitais, hospícios e presídios — lugares onde essa energia adicional, sem ter uma vazão mais produtiva, causaria um maior estrago. A noção é antiga: a palavra “lunático”, por exemplo, descreve uma pessoa afetada pelas fases da Lua, por isso louca. Entendia-se ainda na Antiguidade que a Lua afetava especialmente os epilépticos, tanto que a doença, em babilônico, era chamada de qat Sîn, a mão do deus Sîn. Apesar da curiosidade de certos pesquisadores sobre o assunto, muitas vezes perplexos com os dados, ainda não existe um consenso científico, mas existem sim alguns estudos bastante intrigantes2.

Como dito, o mundo superior é perfeito e imutável, aproximando-se da perfeição quanto mais perto de Deus, uma concepção que encontramos em diversas doutrinas teológicas e esotéricas, sobretudo a hermética, e a mutabilidade é uma característica típica do mundo inferior, conforme as coisas aqui nascem, crescem, morrem e nascem de novo. Fazendo a ponte entre os dois mundos, temos as esferas celestes, como comenta Christopher Warnock:

O que isto significa é que cada uma das coisas governadas por um planeta em particular partilha de certas qualidades, poderes e virtudes incorporadas na forma celestial exemplificada pelo regente planetário. O planeta, por sua vez, é uma instanciação de uma ou mais Ideias ou Formas Divinas. Assim, tudo no Mundo Material tem sua origem no Mundo Divino por mediação dos celestiais.

É uma característica da matéria que ela resiste à imposição de Formas e Ideias. Essa qualidade da matéria significa que todas as coisas materiais perderão sua forma por meio da decadência e da morte. Além disso, os Céus estão constantemente a correr por suas órbitas bem ordenadas, infinitamente impondo a mudança às coisas materiais. Assim o nascimento, a corrupção, a morte e renascimento passam por ciclos sem fim no Mundo Material, em obediência incessante aos Mundos Celestial e, por fim, Divino.

A Lua, sendo um corpo celeste, mas um corpo celeste que parece encenar perpetuamente o drama da mutabilidade com suas fases, representa um caso limítrofe. Afinal, é a primeira esfera celeste acima de nós na cosmologia clássica, por isso todo o mundo abaixo dela, todo o nosso mundo, é entendido como sublunar. Na magia astrológica mais clássica, a Lua é entendida de fato como o portal para a descida das energias superiores e tem uma função crucial em sua manifestação, de modo que magia com constelações e estrelas fixas, por exemplo, só pode ser feita sob certas condições lunares. Ao passo que a magia planetária exige um timing ligado às horas e dias dos planetas, para estrelas fixas é preciso haver conjunção, trígono ou sextil entre a estrela fixa em questão e a Lua, ambos estando localizados no Ascendente ou no Meio do Céu, o que exige algum esforço para calcular a posição exata. Em sua posição intermediária entre mundos, é ela a responsável por toda materialização e desmaterialização, por isso o signo no qual ela está costuma ser relevante também para magia no geral, mesmo que não seja um ritual lunar (por exemplo, magia financeira tende a ser mais eficaz com a Lua em Touro, Sagitário ou Capricórnio). Igualmente daí se tira que os períodos de Lua fora de curso — quando ela está nos últimos graus de um signo, isolada, sem fazer aspectos com nenhum outro planeta — são ruins para se começar qualquer coisa que você queira que vingue, o que inclui magia prática.


Hécate (1901), de Maximilian Pirner.

Na Cabala hermética, a Lua, cujo numero é 9, é associada à 9ª sefirah, Yesod, a Fundação. Como a última sefirah antes de Malkut, Yesod costuma ser entendida como o último passo antes da manifestação da realidade imediata, fazendo também o intermédio entre os mundos inferiores e os superiores e distribuindo as forças de cima aqui embaixo. Trata-se dos bastidores da realidade imediata ou a sua “sala de máquinas”, onde operam os processos que mantêm tudo funcionando. Sua distribuição no corpo cósmico aponta para a região dos genitais, o chakra sexual, a potencialidade reprodutiva do ser humano — por isso Rufus Opus descreve a Lua como um tipo de “útero errante”, recebendo a semente das influências superiores e gestando tudo aqui embaixo. Peter Carroll, ao elaborar sua teoria caoísta da magia das cores, deliberadamente se inspirou nas cores da magia astrológica, muitas vezes simplificando os conceitos planetários de maneiras que eu mesmo não acho produtivas, e das várias facetas lunares foi este que ele escolheu para o seu equivalente em seu sistema, a chamada “magia roxa”: a magia sexual. Aliás, em termos de cores, uma das cores da Lua, por conta dessa associação a Yesod, é o roxo ou lilás, seguindo as escalas da Golden Dawn. No entanto, fora desse sistema, costuma-se usar o branco ou o prateado, a prata sendo o metal lunar por excelência.

Yesod, na Cabala hermética, também é entendida como a sefirah onde se situa o plano astral3, a divisão dos mundos invisíveis habitada por inúmeros seres espirituais. Ele é um pouco mais sutil que o etérico, mais próximo do material, que é onde se manifestam entidades mais limítrofes e capazes de afetar o físico, como fantasmas (especialmente poltergeists), e é o lugar que visitamos inconscientemente em sonhos ou conscientemente por meio de técnicas de viagem astral. Quem tem a clarividência aberta pode ter acesso a esse plano com facilidade, mas isso muitas vezes é um problema, porque o que se vê lá tende a refletir o nosso próprio estado, incluindo a limpeza ou sujeira da aura e neuroses e preconceitos prévios. Quanta gente já não canalizou textos e relatos diretamente do mundo astral acreditando estar repassando a mais pura verdade, absoluta e direta, que não passava de bobagem concentrada no mais alto grau? No mais, sem os devidos processos de purificação e desenvolvimento espiritual, geralmente é isso mesmo que você vai acessar lá. Daí, de novo, vem a relação entre a Lua e ilusões.

O plano astral é também identificado como a origem das emoções — a Cura Prânica com frequência chama o corpo astral de corpo emocional — , e temos aqui mais uma atribuição lunar. Para quem sabe um pouco de astrologia, a Lua no mapa astral, o registro do céu no momento de nosso nascimento que fica impresso em nosso ser, fala dos nossos sentimentos, cuja expressão tende a ser mais fácil quanto mais tranquilo o posicionamento da Lua. Ela tende a ficar mais bloqueada quando ela se vê em posições ruins como em certas casas, em signos de queda e detrimento ou com aspectos negativos com outros planetas. O único signo que a Lua rege é o de Câncer, um signo muito ligado aos sentimentos (é um signo de água, afinal), à família e a uma certa postura maternal e cuidadora que é sua marca registrada, por isso ela se vê domiciliada em Câncer. Outro signo relevante aqui é Touro, seu signo de exaltação (a posição em que o planeta se expressa com maior grau de conforto possível), onde ela ganha uma força adicional ligada às características de cuidado, nutrição, aterramento e fertilidade que são típicas desse signo. Em contrapartida, ela se vê debilitada nos signos opostos de Capricórnio, que abre mão das necessidades emocionais em prol de sua disciplina saturnina, e Escorpião, que cultiva bloqueios como repressão, ciúmes e obsessões.

Por esses motivos, em termos de magia planetária, uma das funções possíveis da magia lunar é a cura emocional, sobretudo com a invocação de seu arcanjo, Gabriel, ou o arcanjo zodiacal ligado ao signo de Câncer, Muriel. Ela também pode ser aplicada para se desenvolver a intuição e a clarividência, bem como para se analisar e obter respostas através de sonhos, o que se chama de oneiromancia. Magia ligada à casa, tanto para obter coisas para a casa, reformá-la ou se mudar, também é domínio da Lua — e eu, pessoalmente, atesto a potência desse tipo de magia para isso. Na Chave de Salomão, o grimório renascentista que registra os 49 talismãs planetários chamados de pantáculos, as funções dos pantáculos lunares incluem também proteção contra os perigos da água e contra feitiçaria, obter respostas em sonho e fazer chover ou parar de chover. 

Enfim, essas são apenas algumas considerações e reflexões preliminares sobre a Lua. Vale lembrar ainda que uma das datas mais importantes para os budistas e simpatizantes é o Vesak, a Lua da ascensão do Buda, celebrada na Lua cheia de maio (apesar de haver alguma variação entre os vários países). Esta data também é celebrada pelos praticantes da Cura Prânica com meditações especiais e poderosíssimas4.

Assim, eu espero ter dado uma ideia do quanto essa questão é profunda. Na magia planetária, quando vemos aqueles listões dos tipos de poderes atribuídos à Lua, com muita frequência fica uma sensação de incongruência (o que sentimentos têm a ver com magia climática??), mas o que eu queria demonstrar é que, em todo caso, por mais incongruente que possa parecer, estas noções estão bem amarradas pela imagem, de fato óbvia, dos processos cíclicos tão bem demonstrados e simbolizados pelas transformações da Lua.

* * *

[1] Já a nossa palavra “lua” vem do latim luna, derivado de uma raiz do protoindo-europeu *lewk-, que significa “claro”, “brilhante” e também dá no grego leukós, “branco”.

[2] Tem uma matéria bem interessante na BBC sobre o assunto, apontando também para a questão da menor qualidade de sono durante a Lua cheia, o que especula-se que tenha a ver com certos efeitos eletromagnéticas ainda desconhecidos. Este artigo também apresenta alguns dados interessantes, apesar de inconclusivos.

[3] Essa é mais uma diferença entre a Cabala hermética e a judaica, pois, segundo Aryeh Kaplan, é Malkut que representa o plano astral. Diz ele que as sefiroth estão em Yetzirah, enquanto mundo físico é Assiah, ou seja, ela fica pertinho do mundo material, mas não o é. Para os ocultistas, porém, Malkut é de fato o mundo material. As atribuições planetárias também são diferentes na Cabala judaica, pelo menos com base no Zohar, pois, dado que a sefirah de Malkut está ligada ao caminho da letra tau, de Júpiter, este é o planeta que a rege, Yesod é domínio de Saturno (ligado à letra resh) e a Lua passa para Chesed (pela letra bet).

[4] Alguém pode estranhar que tanto poder seja atribuído a uma Lua em Escorpião (pois geralmente vai ser a Lua cheia do Sol em Touro), que é uma Lua astrologicamente fraca (e toda Lua cheia acaba perdendo também um pouco de força nesse sentido por conta da oposição ao Sol), mas esse tipo de egrégora tende a estar ligado com coisas que são superiores aos planetas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s