Franz Bardon: uma introdução

A obsessão que muitos do meio esotérico têm por Aleister Crowley, eu tenho pelo ocultista tcheco František “Franz” Bardon (1909–1958). Eu não digo isso para menosprezar o Crowley — sua obra e sua contribuição para a magia ocidental do século XX são importantes, senão incontornáveis, apesar das inúmeras polêmicas, e eu aprecio demais o personagem e todas as patacoadas de sua vida, incluindo a vez em que ele chamou o demônio Choronzon no deserto e tomou uma bicuda do Yeats na escada da Golden Dawn. Mas, se eu fosse obrigado a trabalhar com as obras de apenas um único autor de ocultismo, seria o Bardon que eu escolheria.


Parece D&D, mas é a arte da capa do segundo livro de Bardon, A Prática da Evocação Mágica. Depois de um tempo no rolê, você pega gosto por arte esotérica meio brega.

Toda a biografia de Franz Bardon é uma loucura só, desde o começo. Tem uma anedota de que o seu pai, Viktor Bardon, um estudante de Hermetismo que se flagrou sofrendo de uma profunda estagnação no seu desenvolvimento místico, teria rezado para receber um professor espiritual e então o espírito de Bardon (supostamente o mesmo espírito do famoso Apolônio de Tiana) teria acabado encarnando no corpo de seu filho de 14 anos. Pois é. A gente não sabe o quanto o próprio Bardon acreditava nisso, se isso era uma história que ele mesmo contava ou se foi uma invenção do seu pai ou dos discípulos, mas o fato é que esta é uma história que circula por aí.

Então, borrando a distinção entre magic e magick — como se sabe, Crowley começou a grafar o termo pela grafia arcaica com -ck para distinguir as disciplinas espirituais de mágica de palco — Bardon equilibrou seu trabalho de mago com uma carreira como mágico, atendendo pelo nome Frabato, que dá o título de seu romance autobiográfico Frabato, o Mago. Esse livro foi escrito por sua secretária Otti Votavova com base em seus relatos (ainda que ficcionalizados), mas é tudo meio confuso e o romance com frequência é atribuído a ele. Há relatos de que Bardon teria pertencido ao grupo ocultista Fraternitas Saturni, na Alemanha, e ele e seus alunos acabaram capturados e torturados pelos nazistas por ele ter se recusado a lhes ensinar segredos esotéricos (Hitler e companhia, como bem se sabe, tinham interesse em magia e misticismo, e, em tempos como esses, é sempre importante pontuar nossa admiração por quem resiste a nazistas). Ele escapou do campo de concentração graças a um bombardeio soviético e continuou seu trabalho mágico até o fim da vida, realizando curas e outros “milagres”, sendo preso em Brno, na Tchecoslováquia (talvez por conta desse trabalho mágico), onde morreu em circunstâncias misteriosas.

A bibliografia de Bardon é resumidíssima e, tirando o Frabato, conta com três livros completos apenas: Magia Prática — o Caminho do Adepto (publicado originalmente em 1956, conhecido em inglês como Initiation into Hermetics) e os póstumos A Prática da Evocação Mágica e A Chave da Verdadeira Cabala, para serem lidos nesta ordem (destes, apenas o primeiro temos em português, infelizmente, e a um preço salgadíssimo, o resto tem que ler em inglês ou no alemão original). Cada um deles equivale a um dos primeiros arcanos maiores do tarô, e Bardon começa seus livros sempre descrevendo uma reinterpretação sua da carta equivalente: Magia Prática equivale ao Mago, Evocação à Sacerdotisa, Chave à Imperatriz. Parece que um quarto livro começou a ser esboçado, equivalente ao Imperador, O Livro Áureo da Sabedoria, mas nunca foi concluído — em vez disso, um bardonista chamado Jonny Franz Peter Schwarzt (1951–1998), que atendia pelo nome Seila Orienta, conclamou para si o propósito de dar continuidade ao legado do mestre, mas é difícil avaliar com que grau de sucesso.

Sem perder tempo com maiores especulações filosóficas e mensagens crípticas (para isso, você pode consultar os próprios espíritos e todo o corpus antigo da literatura hermética), Bardon tem uma abordagem prática à autoiniciação, e seus livros pretendem ajudar o praticante que não tem a oportunidade de estudar diretamente sob um mestre. Isso não quer dizer que ele ensine receitas prontas, nem nada do tipo — muito pelo contrário. O que ele oferece são as ferramentas para se aperfeiçoar e preparar seus próprios rituais. Há, sim, um breve trecho teórico (coisa de 50 páginas) no começo de Magia Prática em que Bardon deita as bases do seu sistema e expõe suas considerações sobre a figura do mago, os elementos, a relação do mago com a religião, com Deus e com o karma, e por aí vai, mas o grosso do seu material é prático.

Apesar de não podermos considerá-lo um hermetista clássico — há influências cabalísticas, teosóficas e tibetanas e em sua obra, como dá para ver pela presença do conceito do karma — , a base do sistema bardoniano são noções caras ao Hermetismo, como a doutrina dos elementos e a ordenação cósmica do universo segundo as esferas dos sete planetas clássicos — em ordem: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno. Sobre os elementos, é interessante observar que ele não lida com os quatro (fogo, água, terra e ar) como se estivessem em pé de igualdade: não, na verdade, os elementos mais puros, por assim dizer, fundamentais, seriam fogo e água. O 5º elemento, Akasha, espírito ou quintessência, dá origem a dois princípios. Um princípio é ativo ou “elétrico”, para usar o termo de época, que é empregado por Bardon, e gera o fogo; o outro é passivo ou “magnético”, que gera a água. Tais princípios são, claro, análogos ao Yin e ao Yang taoístas. O ar faz a interface entre os dois elementos, e a terra, o elemento mais denso, é a mistura de todos.

Uma noção semelhante também se observa na Cabala, como diz Aryeh Kaplan em seu comentário do Sefer Yetzirah (já falei desse livro antes, nos textos sobre magia divina e sobre as correspondências do tarô), discutindo o trecho que fala das associações e relações entre as letras álef, mem e shin — ar, água e fogo. Kaplan teve uma carreira como físico antes de virar rabino, aos 31 anos, por isso, apesar de ser um pouco viajada a associação que ele faz (eu sempre fico com pé atrás quando falam de qualquer coisa de física no rolê esotérico), ele, pelo menos, pode dar essa carteirada. Diz o autor:

Em termos físicos mais simples, a “água” representa a matéria, o “fogo” é energia e o “ar” é o espaço que permite que os dois interajam.

Num nível físico um pouco mais profundo, fogo, água e ar representam as três forças físicas básicas. O “fogo” é a força eletromagnética, por meio da qual toda matéria interage. O núcleo atômico, porém, consiste em cargas positivas semelhantes, que repeliriam uma a outra se apenas o eletromagnetismo existisse. Portanto, deve existir uma outra força capaz de unir os núcleos. Há a “força forte” ou piônica, que une os núcleos, representada pela “água”. Se essa força nuclear interagisse com todas as partículas, porém, toda matéria iria se atrair mutuamente, formando um punhado sólido mais denso do que uma estrela de nêutrons. Por outro lado, mesmo em cada partícula elementar, há uma necessidade de uma força coesiva que contrabalanceie a repulsão eletromagnética dentro da própria partícula. Essa força não pode ser nem eletromagnética, nem piônica. Isso é o “ar”, que representa a força “nuclear fraca”, que decide entre as outras duas. É essa força que permite que partículas leves como elétrons existam.

A quarta força, a gravidade, corresponde à “terra”. A terra, porém, não é um elemento básico, mas uma confluência dos outros dois. Ela é, portanto, representada pelo Heh final do Tetragrama, que é na verdade uma repetição do primeiro Heh neste nome. (…) Fogo representa a irradiação de energia, enquanto a água é a sua absorção. Essas são a tese e a antítese, o dar e o receber, que são em si as manifestações de causa e efeito. O ar, que representa a transmissão de energia, é então a síntese, que liga as duas coisas.

Essa analogia é bastante ilustrativa, eu acredito, e combina perfeitamente com as ideias de Bardon.



A capa do Magia Prática é pior ainda do que a do livro de evocação. Note a ilustração original no centro da capa da edição brasileira, que sabiamente preferiu colocá-la bem pequeninha contra um fundo mais abstrato, representando os quatro elementos.

O Magia Prática, após essa abertura mais teórica, tem então 10 etapas, e a cada uma delas o adepto é instruído quanto às técnicas psicoenergéticas que deve dominar antes de passar para a etapa seguinte. Da teosofia, Bardon empresta a divisão do mundo oculto, mas de forma mais simplificada: em vez da separação em mundo material, etérico, astral, mental e espiritual, ele trabalha com o material, astral e mental apenas. E, assim, a cada etapa do livro ele ensina o aluno a treinar seu desenvolvido no nível do corpo (material), da mente/“espírito” (mental) e da “alma” (astral)¹. Os treinamentos de visualização, tão comuns em manuais mágicos de hoje, são exercícios mentais, afinal treinam a plasticidade da mente para melhorar sua capacidade de projetar imagens visuais e sonoras. Já os treinamentos de técnicas de respiração, por exemplo, se referem ao corpo, e técnicas que pertencem à dimensão astral incluem as de acúmulo e projeção de energia elemental. Estas últimas, importantíssimas para Bardon, tiveram uma imensa influência sobre ocultistas posteriores, inclusive contemporâneos, e exige maiores comentários. Patrick Dunn, autor de Postmodern Magic, que inclui Bardon em sua bibliografia com alguma frequência, menciona o acúmulo dos elementos como parte de suas práticas diárias em seu blog, Jason Miller dá alguns exemplos do uso prático dessas técnicas em The Sorcerer’s Secrets, e até mesmo aqueles nazistas pilantras do Joys of Satan (que plagiam seu material de tudo quanto é lugar) já garfaram o Bardon.

A técnica em questão é simples, mas exige algum treinamento prévio. Você precisa aprender a “respirar pelos poros” e treinar a visualização. Assim, é possível puxar a energia de um dado elemento a partir do universo, represá-lo no corpo e direcioná-lo pelas mãos, pelo plexo solar ou então diretamente pela vontade sem passar pelo seu corpo (que é o mais difícil). Com isso é possível já realizar rituais simples e impregnar espaços e talismãs. Jason Miller dá uns exemplos interessantes desses usos, como uma vez quando ele direcionou água no chakra cardíaco de uma pessoa para quem ele teve que dar más notícias (para tranquilizá-la) ou então quando ele e uns amigos deram uma festa e impregnaram cada cômodo com um elemento. Assim, no cômodo com terra as pessoas estavam preguiçosas e jogadas, assistindo TV, no cômodo com água elas estavam abrindo seus corações, no cômodo com ar tendo altas discussões intelectuais e, no cômodo com fogo… bem, vocês podem imaginar.

Mas, antes de sequer chegar nisso (esse é o trabalho das etapas 3 e 4), é preciso passar por umas fases mais chatas e não é possível pular etapas. Bardon, diferente de Crowley, que era conhecidamente canalha (personagem fascinante, porém não dá para negar sua canalhice), insiste na necessidade, por assim dizer, do refinamento da personalidade, ou seja, para praticar magia direito, é preciso melhorar o seu caráter. O motivo para isso é simples: quanto mais poder espiritual passa por você, mais ele vai amplificar tudo, incluindo os seus defeitos. Assim, defeitos pequenos a princípio podem se tornar monstruosos com esse desenvolvimento, e eu acredito que as inúmeras tretas entre ocultistas, muitas vezes mesquinhas e egoicas ao extremo, que observamos online, sejam um ótimo exemplo disso.

Nas etapas mais avançadas, as técnicas de Bardon incluem a criação de seres artificiais, viagem pelos planos astral e mental, o desenvolvimento de capacidades de clarividência e clariaudiência, entre outras coisas. Ao se chegar na 8ª etapa, quando o adepto aprende a viagem astral e mental, ele pode começar a fazer evocação e trabalhar com seu próximo livro, enquanto prossegue com o trabalho nas etapas 9 e 10, mais profundas e demoradas.

Em A Prática da Evocação Mágica, Bardon muda a chave. Tendo dominado uma série de capacidades, o adepto está pronto para trabalhar com magia evocativa, em moldes que não são o mesmo que o salomônico ou de Trithemius, mas envolve viajar até a esfera do espírito sendo conjurado para chamá-lo ao triângulo de evocação. Neste livro, Bardon delineia as ferramentas e o modus operandi das conjurações, além de oferecer uma lista de nomes de espíritos, seus sigilos e capacidades — todos eles celestiais, alguns sublunares, mas nenhum demoníaco. E são muitos espíritos. Começa com espíritos dos quatro elementos, como o seguinte, chamado Orova, um dos reis do elemento da terra:

Orova — a cor do seu sigilo é preta também—é o próximo grande governante do reino dos gnomos. Além da gama de poderes que costuma pertencer a um espírito da terra, Orova também tem ordens de proteger todas as gemas e pedras preciosas encontradas na terra. (…) O significado oculto de todas as pedras preciosas é bem conhecido a Orova, e o mago pode descobrir mais a respeito especialmente para produzir talismãs, pedras da sorte, etc. Caso o mago o solicite, este poderoso governante dos gnomos pode colocar à sua disposição muitos súditos de seu reino.

O sigilo de Orova

Depois, passamos para os 360 espíritos da chamada Zona em Torno da Terra (que Bardon equivale ao plano astral), cada um para cada grau da eclíptica, com 30 para cada signo do zodíaco, mais um outro pequeno grupo que são chamadas de “inteligências originais”. Na sequência, temos os 28 espíritos da Lua, os 72 espíritos de Mercúrio, equivalentes aos anjos do Shemhameforash, os 90 espíritos de Vênus, os 45 do Sol, os 36 de Marte, os 12 de Júpiter (equivalentes aos anjos zodiacais) e, por fim, os 49 de Saturno, cujo nome Bardon não divulga, porque seriam perigosos demais — tanto que, diz ele, os espíritos saturninos mais populares nos grimórios, como o arcanjo Cassiel, registrado em Agrippa, e o olimpiano Aratron, do Arbatel, seriam peixe pequeno perto deles.

Cada espírito domina uma área específica de atuação e pode fazer coisas pelo adepto, ensinar muitos segredos mágicos e iniciá-lo nas esferas planetárias, tornando-o mais poderoso. Assim, com esse mapa, o adepto deve seguir dominando cada esfera antes de poder passar para a próxima, seguindo o caminho clássico da ascensão hermética. O doido é que Bardon não é de pegar na mão e, apesar de incluir os nomes e sigilos dos espíritos de quase todos os planetas, ele deixa os de Marte de fora, pois é uma esfera perigosa e ele acredita que o adepto que já dominou a esfera do Sol pode descobri-los por conta. Obviamente, esse trabalho todo é árduo e leva um bom tempo para ser concluído.

O último livro de Bardon, A Chave da Verdadeira Cabala, é polêmico, em parte já pelo próprio título, em parte porque nele há trechos meio inacabados e Bardon tem uma concepção muito sui generis do que é cabala: ele entende o conceito não apenas como a tradição mística judaica e sua apropriação europeia que gerou a Cabala hermética, mas como uma prática mais genérica ligada à criação e uso de fórmulas verbais poderosas. Diz ele que “falar cabalisticamente é criar algo a partir do nada” — tal como Deus, no princípio do Gênesis. Um livro extremamente avançado, ele é só para quem chegou às etapas 8 e 9 do Magia Prática e passou, pelo menos, pela maior parte da Prática da Evocação. Segundo relatos, as técnicas aqui ensinadas produzem efeitos realmente assombrosos, como paralisar pessoas com uma só palavra (que teria sido usada por um dos alunos de Bardon quando foram apreendidos pelos nazistas), mas não dá para dizer o quanto há de real nesses relatos e, em todo caso, eu acredito que eu só vá conseguir ter a prova e brincar com isso daqui a alguns anos, se tanto.

O sistema de Bardon é notoriamente difícil, não porque cobre coisas impossíveis (OK, em algum momento no começo ele recomenda criar o hábito de tomar banho frio, mas isso dá para ignorar), nem porque seja excessivamente barroco no nível conceitual (como é a Golden Dawn), mas porque exige disciplina e paciência. Tem muitas histórias de gente que fica anos presa na mesma etapa, e tentar pular etapas é inviável — diz-se que o sistema (ou egrégora, sei lá) é protegido contra isso e essas tentativas resultam em fazer o neófito regressar em vez de progredir. Mas, se você fizer direitinho e se comprometer, mesmo com as partes chatas (tipo a lista de qualidades e defeitos que você precisa fazer logo no começo, na 1ª etapa), dá para ter um progresso até que rápido.

O estilo seco da prosa de Bardon, ocasionalmente digressivo, talvez não seja o mais agradável, ele soa meio doido às vezes e é certo que muita gente deve achá-lo moralista, porque ele avisa para tomar cuidado com o karma (uma questão que faz os caoístas torcerem o nariz) e porque ele não aprova o uso de “magia negra”, nem conjuração de demônios. Porém, há inúmeras vantagens para o adepto que pegar esse sistema e levá-lo a sério. Em primeiro lugar, é legal que ele me parece equilibrar bem o lado prático, de gerar resultados, e o desenvolvimento interno e espiritual — muito do primeiro sem o segundo é só feitiçaria, o que é legal, mas, sem o segundo você parece que não sai do lugar e acaba sendo tentado a fazer usos mesquinhos desse poder; muito do segundo sem o primeiro e você fica cheio de dúvidas, se tem algo acontecendo de fato ou se é tudo só uma forma muito extravagante de psicoterapia. E eu gosto muito do senso de progressão que Bardon oferece: eu, por exemplo, estou indo para a 7ª etapa do Magia Prática agora e acho importante ter um mapa bem delineado do caminho a seguir e das coisas legais que ele promete que você será capaz de fazer (eu mesmo já tenho aqui a minha lista dos espíritos que eu pretendo contatar). Essa antecipação, para mim, tem um efeito motivador. E o legal é que você percebe as pequenas coisas que indicam sinais claros de progresso (como a sensação de calor ao se acumular o elemento fogo que vem sem que você precise ativamente imaginá-la), o que tem também um efeito bastante positivo.

No mais, é interessante que o sistema de Bardon pode ser eficaz tanto como foco principal dos seus estudos quanto como um sistema de apoio, como costumam ser os sistemas psicoenergéticos no geral. A não ser que você trabalhe majoritariamente com alguma forma alternativa e incompatível de lidar com os elementos (como os 5 elementos chineses, por exemplo) ou tenha de fato muita dificuldade com visualização ou disciplina, este é um sistema que funciona bem sem gerar problemas com qualquer outra prática que você tenha. Você pode ser cristão, judeu, budista ou neopagão, que isso não vai interferir em nada. Ele também é ideal, pelo menos no começo, antes de se passar para a evocação, para quem não tem um espaço próprio e não pode, por exemplo, ficar fazendo rituais barulhentos no quarto, como o Ritual do Pentagrama, com a família toda em casa. E são raras as ocasiões em que ele exige habilidades de DIY.

Para quem tem interesse, eu recomendo adquirir ou baixar o Magia Prática (os exemplares em papel estão pela hora da morte, mas é possível encontrar o .pdf online) e se orientar pelo A Bardon Companion, um site e também um livro de Rawn Clark, um bardonista que oferece muitas dicas para o caminho e explicita aquilo que não fica muito claro no texto do próprio Bardon. Com o devido empenho, há coisas incríveis que podem ser feitas com esse sistema.

* * *

[1] Talvez “espírito” e “alma” sejam termos muito fortes, com uma carga teológica pesada, mas vale lembrar que os originais foram escritos em alemão e essas são as opções da tradução para o português.

(Este texto foi publicado originalmente em meu Medium em 20 de julho de 2020)

2 comentários Adicione o seu

  1. Isac Mandioca disse:

    Adorei o texto! Você escreve de um jeito muito legal de ler.

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  2. Skywalker disse:

    Excelente texto. Eu fui membro de uma Loja Gnóstica e me decepcionei: Tem muito Charlatanismo no meio espírita e esotérico, infelizmente. Mas algo interior sempre me dizia pra dar uma chance ao Sistema de Bardon. Estou começando a ler o 1º Livro. Não tenho pressa, meu intuito e me desenvolver como ser humano. Se possível, continue os seus relatos e progressos. Paz e Luz!

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