Introdução à magia: escolhendo um sistema

Existem muitos sistemas mágicos. Muitos mesmo, ainda mais quando contamos as suas possíveis variações. A maioria deles, eu acredito, deve se enquadrar dentro de um dos quatro padrões, quatro grandes guarda-chuvas, que eu descrevi no último texto, seja em sua forma pura, seja como mistura.


O 7 de copas no tarô, pelo menos no sistema Rider-Waite-Smith e derivados, tem a ver com escolhas… e ilusões.

Resumindo, esses quatro guarda-chuvas são:

  • Magia evocativa: sistemas que partem do princípio de que existem entidades incorpóreas que podem ser contatadas para benefício do conjurador, incluindo tradições como o xamanismo, a bruxaria tradicional e magia salomônica. Cada sistema vai fornecer os métodos para lidar mais especificamente com um conjunto desses seres.
  • Magia natural: sistemas que partem do princípio de que há propriedades mágicas inerentes à matéria que podem ser trazidas à tona ou ativadas por certos procedimentos. Cada sistema desse tipo vai se concentrar nas aplicações mágicas do material mineral, vegetal e animal disponível regionalmente. Os famosos banhos de ervas são o exemplo mais popular desse tipo de magia.
  • Magia divina: sistemas que partem do princípio de que existem forças cósmicas superiores benevolentes que podem ser invocadas pelo magista devoto. Cada sistema vai se concentrar numa dada religião ou panteão, que orientam a sua cosmologia. Um bom exemplo desse tipo de sistema é a Cabala, que trabalha, entre outras coisas, com os segredos do nome de Deus, segundo as tradições místicas judaicas.
  • Magia psicoenergética: sistemas que partem do princípio de que existem energias sutis que afetam a realidade e podem ser manipuladas diretamente pela consciência do magista. Cada sistema vai dividir os tipos existentes de energias ao seu modo e ensinar como acumulá-las, equilibrá-las, direcioná-las, etc. Escolas de cura energética, como o Reiki e a Cura Prânica, são exemplos de magia psicoenergética, mas ela também abrange o sistema de Franz Bardon e até mesmo muito da Magia do Caos.

(Para quem tem interesse, eu estou elaborando um e-book em que eu mergulho mais profundamente no assunto, que deve sair em breve.)

Essa divisão tem três funções: a primeira é ajudar o iniciante a entender as suas preferências, identificar os sistemas à sua disposição e ver com quais tipos de magia tem maior ou menor afinidade. Vivemos numa era em que se tem uma vasta gama de possibilidades, em que se está a três cliques de textos cuja posse colocaria sua vida em risco alguns séculos atrás. Mas é claro que essa riqueza toda de fontes não diz nada se não soubermos filtrar esse material. Dividindo desse jeito, pode-se começar a entender as várias possibilidades e o que dá ou não para aproveitar de cada autor.

A segunda função é para parar com o clubismo. Se uma pessoa tem interesse em mexer com ervas e alguém tenta enfiar Magia no Caos na sua goela, “porque é melhor”, essa pessoa não vai ajudar. É óbvio que a gente sempre vai querer puxar a sardinha para o nosso lado, e talvez alguns sistemas sejam melhores que outros (não vamos falar disso, porém, porque é treta), mas não é possível sequer comparar duas coisas que não estão nem sob a mesma categoria. Essas coisas cada um deve descobrir por si mesmo e, no fim, o que importa de fato é o desenvolvimento individual… um sistema robusto em si não quer dizer nada se for praticado por um neófito preguiçoso.

E isso nos leva à terceira função dessa divisão que é poder contemplar o que seria um magista completo. É raro um sistema que permita domínio sobre todos os tipos — com frequência eles dominam um ou dois tipos, explorando um segundo ou terceiro superficialmente — , mas, conforme você vai aprendendo, é possível identificar essas lacunas e supri-las. Alguém que entenda de magia natural, divina, evocativa e energética (e eu conheço apenas um único magista que eu sei que é assim) é capaz de viver a vida mágica em sua plenitude e é, para mim, um ideal ao qual aspirar.

Assim sendo, se você tem facilidade para o trabalho com o divino, se você tem devoção e reza com frequência, um sistema fortemente baseado em magia divina é a opção óbvia; se você não liga de sujar as mãos e tem acesso fácil a ervas e outras formas de materia magica, a magia natural é ideal para você; se você gosta de meditar, de visualizações e/ou estados alterados de consciência, se você quer ficar fortinho e não depender da parafernália mágica, a magia psicoenergética é a sua pedida; e se te agrada a ideia de fazer amizade com seres extradimensionais, comece a treinar para conseguir trabalhar com magia evocativa. Por outro lado, esses sistemas, respectivamente, não são indicados se você: é ateu (óbvio, devoção é uma coisa que não funciona se fingida); não tem talento com DIY ou jeito para macerar ervas, etc. (eu mesmo faço uma baita lambança com essas coisas); não tem disciplina (um problema para qualquer praticante de magia, mas ainda mais psicoenergética, pois exige constância nos exercícios); ainda não tem uma clarividência boa (afinal, assim não tem como se comunicar com os espíritos).

Se tudo isso te parece bom, eu imagino que não exista nenhuma prática que possa te causar estranhamento. Se mais de um tipo de sistema te agrada, você pode inclusive aderir a mais de um sistema ao mesmo tempo, dentro de tipos diferentes, como magia salomônica (divina+evocativa) e Reiki (psicoenergética), neoxamanismo (evocativa) e magia da Golden Dawn (divina+psicoenergética), trabalho com ancestrais (evocativa) e Hoodoo (divina+natural), bruxaria tradicional (evocativa+natural) e Cura Prânica (divina+psicoenergética), ou Cabala (divina) e o sistema do Bardon (psicoenergética+evocativa) e por aí vai. Atenção, no entanto: eu não estou falando para você misturar esses sistemas, apenas que eles podem fazer parte das suas práticas ao mesmo tempo, pois cobrem partes diferentes do mundo oculto, por assim dizer. É possível trabalhar com dois sistemas que partilhem de um mesmo tipo, de forma que eles se complementem, como magia salomônica e Cabala, mas, se não houver um subtipo, é preciso tomar cuidado, porque podem ocorrer redundâncias ou práticas que entrem em conflito ou concorrência (como Cabala e magia neopagã céltica, grega ou escandinava, por exemplo, ou Reiki e Cura Prânica).

É importante frisar ainda que cada tipo de sistema tem as suas obrigações e seus riscos. Com a magia evocativa, o trabalho é manter o contato com os espíritos e mantê-los felizes e alimentados, o que envolve oferendas e o que mais for necessário, e o grande risco é você contatar um espírito muito poderoso, mas difícil de lidar, e acabar não segurando o rojão. Com magia natural, além dos riscos parecidos aos que se tem com o trabalho com espíritos, temos também os ligados ao mundo físico: você precisa cuidar das plantas e saber como armazenar o seu material e organizar os muitos jarros, potes e sacos e não confundir, por exemplo, o saco de terra tirada de um banco (uma prática comum para magia financeira) e o saco de terra de cemitério, nem se atrapalhar e acabar tomando banho ou chá feito com uma erva tóxica. Com magia divina, o dever é devocional, manter a rotina de preces, oferendas e deveres, como o de se evitar certos tabus, se for o caso (como as quizilas dos Orixás) sob o risco de sofrer consequências com a quebra de contrato, por assim dizer — e, por isso, é importante limitar a prática divina a um número reduzido de entidades, senão você pode acabar não dando conta. Por fim, com a magia psicoenergética, o dever é com a rotina de práticas e exercícios, incluindo, no nível físico, as práticas ligadas à manutenção de um corpo saudável, no tocante a alimentação e exercícios, além da meditação. O seu grande risco é o de desenvolver uma rotina excessivamente pesada ou realizar certas práticas avançadas sem os cuidados ou orientação adequados, sobretudo no que diz respeito a meditações complexas, com mudras, e fazer subir a Kundalini sem preparo. A síndrome da Kundalini, que é como se chama o conjunto de fenômenos que acontecem quando a subida dessa energia se dá de forma descontrolada, é um problema sério, que vira a vida das pessoas do avesso. Cuidado ao brincar disso.

* * *

Mas a nossa categorização dos tipos inclui ainda outros parâmetros. Nem todo sistema vai reinventar a roda; grande parte deles reutiliza ou modifica um mesmo vocabulário de símbolos já bem conhecido. Quando isso acontece, podemos falar (e aqui é, de novo, uma terminologia minha) em linhas. Um exemplo de uma linha mágica é a magia elemental e astrológica, práticas que se baseiam no entendimento da simbologia dos 4 elementos, 7 planetas clássicos e 12 signos zodiacais, além das “estrelas fixas”. Dominando-se esse vocabulário, que é o mesmo da astrologia enquanto método divinatório, há uma ampla variedade de técnicas a que se pode recorrer. Existe magia astrológica em todos os formatos: natural (magia imagética, a medicina astrológica de Ficino); evocativa (conjuração dos anjos planetários e espíritos olimpianos); divina (preces e oferendas aos deuses dos planetas, os pantáculos da Chave Menor de Salomão); e energética (sintonização astrológica via rituais como o Ritual Maior do Hexagrama, da Golden Dawn, ou o Ritual do Heptagrama, da Sorita D’este). A necromancia também pode ser entendida como outro exemplo de uma linha, na medida em que comporta diversas práticas evocativas, desde as nekya gregas e tabuinhas de maldição até as mesas brancas, o trabalho com ancestrais e o sistema de Martin Coleman¹, e algo parecido ainda poderia ser dito sobre o vocabulário dos chakras, que é partilhado por vários sistemas do Oriente e de inspiração oriental.


Exemplo de um altar preparado para magia astrológica — no caso, para o planeta Júpiter. A imagem vem do Digital Ambler, blog do Sam Block, cuja leitura eu venho recomendando desde sempre.

Um outro aspecto importante a ser levado em consideração é o estilo do ritual, porque dialoga diretamente com as preferências estéticas e possibilidades materiais de cada um e pode ser o que desperta ou faz perder o interesse de vez na magia. Até o momento, eu compreendo a existência de, pelo menos, cinco estilos (de novo, a terminologia é minha mesmo):

  • Simples
  • Dinâmico
  • Cerimonial
  • Mental
  • Casual

Por um estilo simples, entendemos rituais curtos e que não têm maiores exigências quanto ao lugar onde podem ser feitos. Um ritual em que se acende uma vela e reza um salmo, uma projeção de energia com as mãos, a criação dos talismãs astrológicos via magia natural, até o Ritual Menor do Pentagrama, são rituais simples. Eles exigem concentração, mas não por um período muito estendido de tempo, e é perfeitamente possível constituir toda uma prática focada em séries de rituais simples.

Quando um ritual é mais elaborado, tendo várias etapas simples menores que exigem locais específicos e alternam períodos de concentração com relaxamento, temos o que eu chamo de estilo dinâmico. Muitas vezes, começa-se o ritual em um espaço e ele é concluído em outro. Nos PGM, por exemplo, tem uma amarração amorosa² (PGM IV. 1390–1495) que exige que você vá até um lugar específico, um local onde o sangue de gladiadores tenha sido derramado. Lá você chama os espíritos com uma conjuração, numa invocação de Hécate/Perséfone/Ereshkigal (a relação dos PGM com as divindades é muito sincrética), e lhes oferece pão. Na sequência, você reúne a terra dali e a leva até a casa do alvo, onde ela vai ser despejada. Não há um espaço único onde tudo acontece, não é um ritual que você possa fazer no seu quartinho de rituais em casa, por exemplo — a lógica da receita exige esse trânsito, afinal é da terra suja de sangue que você reúne os espíritos que vão fazer o trabalho sujo, e levá-los com a terra à casa do alvo é a maior garantia de que eles vão chegar a ele. Dentro do corpus de rituais antigos, dos PGM e do Sepher HaRazim às receitas do Dragão Negro, a maioria deles vai se enquadrar nesse modelo. Seu único problema é que a vida em grandes centros urbanos dificulta esse trânsito às vezes, e você passa por doido se alguém te flagrar fazendo as coisas que esses rituais exigem. Além do mais, tem a chance de ser preso também. No entanto, existem adaptações também desse estilo de ritual para a vida urbana moderna, como vemos nos livros City Magick e City Witchcraft de Christopher Penczak, onde ele ensina técnicas como sigilar desejos via pontos num mapa para criação de um talismã que então é carregado pelo percurso no caminho traçado entre esses pontos.

O estilo dinâmico é, por sua vez, diretamente oposto ao cerimonial, que é mais concentrado. Por cerimonial eu entendo formas de ritual fortemente baseadas numa distinção entre sagrado e profano. Explico: como num ritual religioso, há uma separação entre o tempo e o espaço profanos, da vida cotidiana, e o tempo e espaço sagrados, demarcados pelos limites do templo, que é o lugar específico para isso, e os horários das cerimônias. É ali, no espaço sagrado, que tudo acontece. O uso de certas roupas e paramentação (robes e ferramentas) também reforça essa distinção — o que não dá para usar com magias de estilo dinâmico… por motivos óbvios.


Como é quando você é um mago cerimonial e decide tentar arriscar magia urbana.

No momento do ritual, o magista cerimonial, assim como um sacerdote, se vê plenamente concentrado na sua tarefa e não admite distrações, papo furado, pausa para café, nada. Foi dado o aviso do começo do ritual, ele só relaxa e volta à consciência normal depois que tudo for encerrado. Esse estilo ritualístico é cheio de pompa e circunstância e geralmente é o que as pessoas imaginam quando se fala em “ritual”. No entanto, esse tipo de prática é demorada, passa ares antiquados e muita gente não gosta, motivo pelo qual eu tenho pouquíssimo sucesso em tentar indicar o sistema da Golden Dawn para meus amigos, por exemplo. Um ritual como o do pentagrama é um ritual simples em si, mas uma cerimônia típica da Golden Dawn começa defumando e jogando água no ambiente, aí faz o ritual do pentagrama, aí faz o ritual do hexagrama, aí tem uma invocação preliminar, o pilar médio e por aí vai.

O estilo mental é simples de descrever. Você simplesmente senta (ou deita ou fica em pé) e visualiza as coisas. Tudo acontece na sua mente. Claro que ele exige certas condições quanto ao local (você não vai praticar esse tipo de ritual num bar no meio do carnaval com um trio elétrico passando, óbvio), mas é só isso. Ele é muito popular entre meditações budistas e cabalísticas e sistemas de ordem psicoenergética, mas mesmo rituais como o RmP podem ser feitos numa dimensão puramente mental. De exigência, é importante ser capaz de muito foco e desenvolver boas habilidades, ligadas ao chakra ajna, de visualização e controle de respiração.

Por fim, o estilo casual é o mais raro, porque não é toda magia que pode ser feita em qualquer condição. O ritual casual é o que não exige longos períodos de concentração e, excetuando-se certos casos, pode-se fazer em qualquer lugar. Alguns exemplos seriam: uma prece; o mau olhado; as sessões de Cura Prânica (uma sessão mais básica dura uns 20 minutos e pode ser feita conversando e trocando impressões com outro terapeuta, inclusive); os rituais pessoais que Bardon ensina a fazer no quarto grau do seu Magia Prática, que envolvem mudras (gestos com as mãos) personalizados, como os de magia geomântica; o uso dos sigilos da Magia do Caos disparados por distração; a convocação, num momento de necessidade, de um espírito com o qual você já tenha boas relações, e por aí vai. É claro, no entanto, que isso não vem fácil e é preciso treinar e se desenvolver bem antes de poder obter resultados com práticas nesse estilo.

Assim sendo, para aplicar meu método de categorização: a criação e depósito de uma tabuinha de maldição é um ritual dinâmico (você constrói ela num lugar qualquer e a deposita em outro, específico), de tipo evocativo; um ritual de Hoodoo para criar uma mojo bag é um ritual também simples (pode ser feito em qualquer lugar, apesar que a mojo bag deve ser carregada com o dono, sem que vejam, e alimentada direto com uísque ou óleo), de sistema misto natural e divino; as técnicas que Scott Stenwick descreve em seu blog, como neste ritual de Saturno, baseado no modelo Golden Dawn/Thelema, seria um caso inserido num sistema ao mesmo tempo evocativo (pois envolve chamar os espíritos do planeta em questão), psicoenergético e divino (os dois sistemas dos rituais da GD com nomes divinos e projeção de energia), parte da linha de magia astrológica e de estilo cerimonial; a Cura Prânica é um sistema primariamente divino e energético, com alguns elementos naturais (o uso de sal grosso e álcool em spray por exemplo), cujas sessões de cura são de estilo casual, mas a Meditação dos Corações Gêmeos é mental; as técnicas de Franz Bardon em Magia Prática são primariamente de sistema psicoenergético e estilo mental e, depois, em Prática da Evocação Mágica, um misto de psicoenergético e evocativo com estilo mental e cerimonial, e assim por diante.

* * *

Com tudo isso em mente, fica mais fácil, acredito, para o iniciante começar a sua pesquisa. O que eu mais vejo com as pessoas que vivem uma vida sem maior contato com esoterismo e de repente desenvolvem um certo interesse é que elas tendem a ficar perdidas. Elas não sabem bem onde procurar, são bombardeadas por livros de todos os tipos, muitas vezes acabam lendo coisas que não as interessam de verdade e assim perdem a vontade no meio do caminho… magia é uma coisa que não dá para fazer num estado de meia bomba e é bem triste se forçar a um ritual que você não tem tesão em fazer. Mesmo em grupos onde se pratica magia, é comum se observar postagens do tipo, “preciso de dicas de magia financeira” — o que é sempre uma pergunta horrível de se responder, porque você não sabe o que diabos é a prática da pessoa! E, pior, às vezes nem ela sabe direito, aí faz qualquer coisa, cruza os dedos e espera que funcione.

Se alguns desses nomes de autores e sistemas que eu mencionei nos últimos textos interessarem, agora vocês sabem por onde começar a procurar³. Senão, pelo menos dá para se organizar, pensando nas suas preferências, para procurar algo que se enquadre no que você se sente confortável fazendo, e aí ir ampliando essa zona de conforto aos poucos. Escolher um sistema é importante, porque oferece objetivos e a possibilidade de aprofundamento, e essas coisas, mais do que colecionar técnicas, são cruciais nesse momento inicial. Dado esse primeiro passo — difícil porque exige essa reflexão, inclusive a reflexão interior de “o que é que eu gosto de verdade?” — , o resto é só pegar embalo.

* * *

[1] O livro de Coleman se chama Communing with the Spirits: the Magical Practice of Necromancy e apresenta um sistema bastante complexo de trabalho com os mortos, ensinando como reunir e cuidar de um grupo de espíritos.

[2] Nem preciso dizer que cito esse tipo de material apenas com propósitos ilustrativos e não incentivo ninguém a brincar com amarração amorosa, porque dá problemas em múltiplos níveis. Primeiro, porque isso na verdade é um ataque mágico (se você diz que ama uma pessoa e amarra ela, então isso diz muito sobre o seu caráter), segundo, porque o resultado mais comum é a outra pessoa ficar obcecada (e você não conseguir se livrar dela) e terceiro, porque atrai muito lixo astral.

[3] É óbvio que o ideal seria se você puder encontrar um guru ou mestre ou uma ordem e aprender diretamente com quem manja e tem as iniciações todas. Porém, esse trabalho coletivo também tem todo um conjunto de outras complicações inerentes à convivência humana (desde as brigas de ego e os mestres que na verdade não sabem o que estão fazendo até os problemas mais sérios de abuso em ordens, como aconteceu em São Sebastião (DF) uns anos atrás). Enquanto você não encontra a sua turma, eu não vejo problema em estudar e praticar por conta, contanto que esse trabalho seja sério e, como eu insisto sempre, você não tente se meter com tradições fechadas.

(Este texto foi publicado originalmente em meu Medium no dia 8 de junho de 2020)

1 comentário Adicione o seu

  1. Parabéns pelo artigo, no aguardo do e-book!

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