Reflexões sobre feitiçaria

De novo, vamos lá: por “feitiçaria” aqui eu estou descrevendo o que outros autores chamam por vezes de magia de resultados, magia de manifestação ou, para usar o termo mais chique, taumaturgia (é o que eu prefiro, aliás, mas se eu chamar assim, ninguém vai clicar no post). É, em resumo, a aplicação da magia para manifestar situações desejáveis no plano físico. Eu já falei aqui e ali sobre o tema em textos anteriores n’O Zigurate, mas pelo visto ando ultimamente num humor meio revisionista e estou revisitando esses temas já abordados para explorá-los de forma mais sistemática e organizada. Hoje vou fazer isso com o tema da feitiçaria.

Então, o que é feitiçaria?

Um altar de Hoodoo que eu achei belíssimo, do blog Original Botanica (fonte).

Volto às minhas definições: a magia é a exploração dos planos sutis, a interação deliberada com as forças de lá. As coisas que acontecem aqui, na realidade mais palpável, são a culminação de processos que começam nesses planos. Tudo (ou quase) de bom ou de ruim que nos acontece tem a sua raiz em padrões que emergem nessas camadas menos densas da realidade. Com o tempo, esses padrões se cristalizam e se manifestam fisicamente. Oráculos nos permitem observá-los e entendê-los. A feitiçaria é a magia aplicada para criar ou alterar esses padrões.

Esse é um tema polêmico. Para muitas pessoas, feitiçaria é o único tipo de magia que elas conhecem, porque, claro, o imaginário sobre a magia criou esse estereótipo. E muitas vezes as pessoas chegam à magia só querendo aprender feitiços para trazer dinheiro, amor, comodidades e a destruição de seus inimigos. Por outro lado, existem também as pessoas que acham a feitiçaria uma coisa feia ou proibida. A meu ver, os dois extremos estão equivocados, e eu vou começar falando disso.

Quem só quer saber de feitiçaria acaba virando um grande microgestor de sua vida. Nada a pessoa deixa acontecer, para tudo tem que ir lá queimar vela. Tudo ela quer resolver na base do feitiço… e não é bem por aí, gente. É exaustivo, e vocês já viram quanto está o quilo da vela? Mas o pior é que, como eu falei no texto sobre mudança interna, tem coisas que só vão dar resultado (ou um resultado favorável) se for feito o trabalho de refinamento do caráter. A magia amorosa, que foi o exemplo que eu citei, é altamente ilustrativa disso: você pode se matar de acender vela e invocar todo tipo de forças. Se não fizer esse trabalho interno, não vai conseguir um bom relacionamento. Pode até obter o efeito de atrair muitas pessoas, mas a qualidade das pessoas que vão se aproximar de você e querer se manter próximas vai depender só de você mesmo. E, embora seja possível aumentar o seu magnetismo a um nível superficial, não existe feitiço para virar uma pessoa interessante.

“Meu poder é capaz de fazer qualquer coisa… exceto encontrar um amigo para mim”

Essa visão simplista da feitiçaria – vamos chamá-la de “feitiçaria como panaceia” – é o que eu costumo ver em iniciantes. Como dito, muita gente chega na magia por isso (e está tudo bem, faz parte). No geral, a tendência é quebrar a cara uma hora, quando você se depara com um problema que tem raízes mais profundas e aí a feitiçaria não resolve. É um momento de aprendizado. Mas pode acontecer também de a pessoa ter uma mão de feitiço excepcional e só chegar a esse entendimento depois de gastar toda a sua energia espiritual. Essas situações são mais graves. Porém, em todo caso, são erros de iniciante e sinais de imaturidade.

A outra visão simplista – a “feitiçaria como pecado” – é menos problemática em termos de consequências, mas igualmente equivocada, a meu ver. Ela geralmente afeta pessoas que já têm alguma vivência espiritual, pelo menos, em escolas do que podemos chamar de alta magia e afins, ou então uma conexão mais forte com alguma religião. Alguns argumentos que eu já ouvi incluem: que a feitiçaria é uma coisa “primitiva” (ah lá, o preconceito), que o ser humano não deve interferir com as forças da natureza (meio tarde demais para isso, né?), que ele não deve tentar manipular os deuses (meio presunçoso da nossa parte) e assim por diante. Eu entendo a perspectiva desse pessoal, porque, de fato, quanto mais você trabalha o seu desenvolvimento espiritual e a sua conexão com o Divino, menos a microgestão da feitiçaria se torna necessária. Você se alinha com o, digamos, plano divino, e a tendência é que as coisas comecem a se encaixar meio que sem maiores esforços.

O principal problema, a partir dessa perspectiva, é que a feitiçaria pode distrair o iniciado em seu caminho. Para todos os outros argumentos que eu citei eu tenho uma resposta, mas nesse caso eu concordo, pelo menos até certo ponto: o feitiço seduz, fazer rituais de feitiçaria é divertido e ele deixa as pessoas deslumbradas mesmo. Aí o tempo que eu dediquei a estudar técnicas de feitiçaria e fazer um feitiço é o tempo que eu não dediquei a uma prática espiritual mais profunda de conexão com o Divino. Mas, por outro lado, o mesmo se pode dizer do tempo que eu dediquei a preparar comida, a trabalhar, a ler um romance e qualquer outra coisa da vida mundana. E, se o objetivo no fim é espiritualizar até os gestos mais mundanos, eu não entendo como isso não possa se estender inclusive à prática do feitiço, que está ali nesse limiar. Até porque existem feitiços e feitiços. Uma vez eu ouvi uma coitada falando em magia maléfica e que ela passou, sei lá, meses cultivando ódio contra a vítima para tornar seu trabalho de destruição mais potente. Aí de fato não tem como. Além de ser uma perda de tempo tremenda (você pode passar o tempo que quiser fazendo isso que eu vou quebrar a sua demanda em menos de uma hora), esse tipo de prática destrói a sua vida espiritual. Mas eu não vejo como seria nocivo você acender umas velas para ajudar um amigo que está precisando de ajuda para arranjar um bom emprego, por exemplo. Como dito, existem feitiços e feitiços.

Por isso, como eu falei no texto sobre mudança interna, a minha conclusão é que a feitiçaria é uma intervenção pontual, que pode servir como correção de rota ou para turbinar um processo que já está em andamento. O ideal é a gente se dedicar à nossa vida espiritual, a cultivar nossa relação com forças superiores e procurar refinar quem somos e como agimos no mundo, porque esse é o objetivo a longo prazo. E, se no meio de caminho a gente tiver que fazer essas intervenções, a gente faz. Até porque trabalhar a sua vida espiritual é mais fácil se a sua prioridade mais urgente não for a mera sobrevivência. Nem é preciso estudar feitiçaria de forma muito profunda. Se você estuda a espiritualidade e entende os seus mecanismos, aprender a direcionar a sua vontade para seus objetivos vem um tanto naturalmente.

Certo? Agora que estabelecemos um caminho do meio, em que a feitiçaria não é nem um pecado, nem uma solução para tudo, podemos falar um pouco sobre como a coisa funciona.

No nível técnico, a feitiçaria costuma ocorrer por meio de rituais… mas isso também é problematizável. Existe uma escala: em seu extremo, temos aqueles grandes trabalhos de magia cerimonial, que exigem tempo, ferramentas, perícia e autoridade. Mas é inegável que, se você visualiza o seu objetivo e começa a agir para realizá-lo, você já vai estar criando esses padrões energéticos nos planos sutis, de que eu falei, e ajudando a manifestá-los. Se você anotá-los por escrito, usar afirmações e/ou aquilo que chamam de vision board nos meios New Age, dá-se um passo a mais nessa direção também. Por isso, a primeira etapa para esse tipo de magia foi o que eu delineei no texto sobre proteger os seus planos: se você se limpa e ritualiza o ato de planejar, de anotar por escrito as coisas que você quer que aconteça, e especialmente se fizer isso aproveitando as correntes favoráveis em termos de timing (observando uma eletiva astrológica, por exemplo), você já vai reforçar esses padrões para facilitar a sua manifestação. A diferença entre uma prática simples e um ritual complexo é apenas quantitativa – em termos de intensidade, – não qualitativa.

Se você quer manifestar um dado objetivo, um bom ponto de partida é o que eu falei anteriormente: purificar-se com as devidas técnicas de limpeza, ritualizar o ato de escrever seus objetivos e guardar silêncio até que eles se concretizem. Assim você cria esses padrões de forma já mais cristalizada e os protege da atenção alheia e inclusive de sua autossabotagem. Depois, num outro nível, você pode ir inserindo certas técnicas que vão dar mais força a esse processo. Se rezar antes de fazer isso, você vai acrescentar essa energia também. Você pode rezar um salmo, invocar um anjo, cantar um hino para uma deidade ou mantras e nomes divinos, fazer a Meditação dos Corações Gêmeos. Tudo isso vai somar força ao trabalho1, e muitas vezes as pessoas sequer vão identificar isso como um feitiço ou um ritual. Mas não deixa de ser. O ponto em que normalmente vira a chave e a pessoa passa a não estar só rezando para estar fazendo algo que parece mais “suspeito” para quem é contra feitiçaria é quando incluímos o que se chama de materia magica.

Um talismã de ervas.

Materia magica é o termo acadêmico para os itens que entram num ritual um pouco mais complexo: velas, incenso, pedras, ervas e partes de animais, pós, óleos, efígies (bonecos) e objetos simbólicos diversos. Segundo o Talmude, inclusive, é isso que separa a magia lícita, teúrgica, com invocação de anjos e nomes divinos, da prática de bruxos e bruxas (meḥašef, meḥašefah)2.

A questão é que a materia magica faz diferença quando estamos tratando de magia de resultados. Ervas, pedras, velas: tudo isso são coisas que existem no plano físico. Ao serem incluídas num ritual, elas servem de conexões entre os planos sutis e o mundo físico, um elemento que é útil quando queremos justamente trazer algo para o plano físico. Jason Miller trata disso em seu clássico contemporâneo The Sorcerer’s Secrets (reeditado depois como Real Sorcery) quando fala do seu esquema dos níveis de magia. A magia que opera nesse nível, dos objetos físicos, serve para “fundamentar a sua magia e ajudá-la a se manifestar fisicamente”. Quando combinada com a magia dos outros níveis (que podemos resumir pelos termos de manipulação energética e invocação de forças superiores), temos aí uma movimentação de forças que age em várias camadas e facilita ainda mais o processo. Como ele elabora:

Mesmo que seja apenas uma vela ou uma vareta de incenso, acrescentar algum componente material a qualquer ritual vai ajudá-lo a ganhar uma alavanca nesta realidade. Ao contrário do que afirmam as pessoas da escola de magia que diz que “está tudo na mente”, a magia puramente mental tende a gerar resultados puramente mentais. Essa escola de pensamento tende a tratar quaisquer componentes materiais como adereços dispensáveis sem qualquer valor inerente e em si mesmos, porque a magia “está toda na mente”. Não compre esse discurso. A mente é importante, porém magistas, bruxas/os e feiticeiros/as meticulosamente registraram suas fórmulas ao longo dos séculos por um motivo. Desconsiderá-los de cara em prol de uma moda moderna é um tanto desrespeitoso (p. 16).

Se você quer adquirir um bom domínio técnico sobre práticas de feitiçaria, eu recomendo imensamente os livros do Jason Miller. Mas não só isso: estudar comparativamente as práticas de feitiçaria das várias tradições é sempre muito iluminador para desenvolver o seu modo de fazer as coisas. No mais, cabe fazer aquela pesquisa bacana sobre nomes divinos, salmos e suas funções, as propriedades de pedras e ervas etc. Tudo isso contribui para o seu desenvolvimento.

Mas existe uma explicação também um pouco mais acadêmica e centrada no pensamento hermético, que determina que, claro, o que está acima é como o que está abaixo. Tem uma citação interessantíssima que eu catei um tempo atrás de um livro intitulado Hellenistic Magic and the Synoptic Tradition, do pesquisador John Hull, que diz o seguinte:

A base do sistema é uma crença no não-humano, poderes sobre-humanos normalmente invisíveis, incluindo os deuses em si, seres angelicais, demônios de várias ordens e as almas de heróis e homens. Mas o desenvolvimento distinto é uma crença de que essas entidades sobre-humanas e sobrenaturais estão conectadas por elos invisíveis de simpatia a coisas visíveis e materiais, o que são, portanto, “símbolos” do poder ao qual eles aderem – plantas, minerais, animais, momentos no tempo e temporadas. Um desenvolvimento posterior leva à teoria de que, pelo conhecimento de seus poderes, suas simpatias e antipatias e seus símbolos, é possível influenciar o mundo sobrenatural. A arte da magia é coletar esse conhecimento e aplicá-lo de forma correta de modo a dirigir as enormes forças do universo na direção deseja (p. 37).

A magia no geral é um pouco mais ampla do que isso, a meu ver, mas claro que Hull está falando da magia num dado contexto histórico e, mesmo assim, não é um resumo ruim. Se você reunir certos materiais e recitar certas fórmulas em certos momentos, fazendo direitinho, você vai compelir os dáimones a agirem de uma dada forma, e muito da magia hermética, especialmente ligada aos planetas e estrelas, opera por esse método.

Mas é importante lembrar que, se existem rituais que operam do físico para o sutil, como é o caso citado acima, existem também trabalhos que são o oposto, em que uma força espiritual se manifesta e utiliza o ritual e seus elementos físicos para ancorar a sua força aqui. Por exemplo, um cigarro e um copo de cachaça na nossa mão são apenas cigarro e cachaça. Nas mãos de um Exu ou Pombogira utilizando o corpo do cavalo, são instrumentos de trabalho, para limpeza ou outra função. A energia da entidade afeta, portanto, a ação mágica do objeto físico. Por isso a gente não pode ser ingênuo ao estudar rituais de uma ou outra tradição, porque com frequência a gente vai enxergar, digamos, os mecanismos do motor, mas não o combustível que passa por ele. Isso ocorre muito com o Hoodoo, como eu falei num texto anterior também (uma tradição pela qual eu tenho bastante respeito e gosto muito de estudar, mas eu pessoalmente não pratico). E aqui entramos na questão da arte da conexão com forças espirituais, de que eu vou tratar em outro momento.

Por fim, antes que este texto fique longo demais, um breve comentário sobre a questão dos resultados propriamente. Já falei antes sobre o diagnóstico, de o que fazer quando um feitiço falha, como entender o motivo de ele ter falhado. Embora eu tenha dedicado também um texto só sobre isso, hoje eu acho que consigo resumir a questão em termos mais sucintos.

Em vez de pensarmos em termos de sucesso ou fracasso de um feitiço, é interessante mudarmos a perspectiva para o da manifestação de um padrão energético. Por que que algumas pessoas podem manifestar o que elas querem apenas pensando no seu objetivo ou recorrendo a técnicas simples, enquanto outras fazem rituais elaborados?

Bom, tem alguns fatores aí, que eu resumiria a 1) compatibilidade, 2) probabilidade, 3) domínio técnico e 4) força energética. Se o que você quer é compatível com você, em termos do seu trabalho interno, seu karma etc, e não é absurdamente impossível, qualquer empurrãozinho nessa direção já resolve. Agora, se você tem essa compatibilidade e bastante força ou domínio técnico, você consegue obter até o que é improvável. E assim por diante. Qualquer combinação de dois desses quatro fatores normalmente basta para dar resultados, mas a sua experiência pode variar, e quanto mais fatores forem incluídos, melhor. Os iniciantes que eu comentei acima costumam ser os que entendem a necessidade de desenvolver sua força e/ou seu domínio técnico, porque é o que os autores do ramo costumam enfatizar, mas muitas vezes esquecem da importância do bom karma, por exemplo. Daí que costumam derivar resultados meio complicados, estilo “pata do macaco”.

Mas é claro que, mesmo que você reúna todos esses fatores, nenhum resultado é garantido. Para tudo que a gente faz, existem forças que agem contra e forças a favor. Algumas forças antagônicas é possível contornar ou suavizar3. Mas às vezes a gente esbarra em coisas que são, digamos, estruturais. E gastar vela nesses casos é perda de tempo. Em algumas situações, é preciso agir de alguma outra forma e existem outras em que não tem o que fazer. Nisso entra aquela prece famosa de São Francisco: “Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado, resignação para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”

Se você quer mexer com taumaturgia, o primeiro passo é, incontornavelmente, dominar técnicas de limpeza e proteção – eu ofereço, aliás, um curso introdutório sobre o tema (cujas aulas da turma de 2026, inclusive, começam amanhã; ainda dá tempo para se inscrever), e a quem quiser se aprofundar e ter ferramentas poderosas para isso eu recomendo sempre os cursos de Pranic Healing – a Maíra mesmo deverá oferecer uma outra turma do nível básico no Instituto Pranaterapia São Paulo em dezembro – dias 12 e 13/12, aliás (informações e inscrição neste link). Sem isso, nenhuma prática dá certo, é como querer preparar comida num lixão. Depois, temos os outros posts aqui d’O Zigurate que eu citei ao longo deste texto, ao que eu somo o “Que tipo de feitiçaria é recomendável para iniciantes?”, em minha cruzada pessoa contra magia fast-food, e o texto sobre magia de velas. No mais, ano que vem eu devo inaugurar o módulo II do curso de Introdução Prática à Magia, que vai enfatizar essas questões.

Em resumo: não tem nada de errado em se valer dos planos sutis para dar uma ajudinha para manifestar os nossos planos e objetivos. As pessoas fazem isso o tempo inteiro, aliás. Só não se pode deixar que isso distraia e desvie você do caminho espiritual. Em vez disso, praticada com sabedoria, a taumaturgia pode ser um auxílio, mais uma ferramenta para ajudar nesse caminho. Mas, claro, voltando à citação de São Francisco, para isso é preciso sabedoria.

* * *

(Obrigado pela visita e pela leitura! Se você veio parar aqui n’O Zigurate e gostou do que viu, não se esqueça de se inscrever em nosso canal no Telegram neste link aqui. Anunciamos lá toda vez que sair um post novo, toda vez que abrirmos turmas para nossos cursos e todo tipo de notícia que considerarmos interessante para quem tem interesse em espiritualidade, magia e ocultismo. Se quiser se informar a respeito dos cursos, meditações e atendimentos de Pranic Healing no Instituto Pranaterapia São Paulo com a Maíra, o site dela é https://www.mairadosanjos.com.br/. Também estamos no Instagram (@ozigurate e @pranichealermaira) e Blue Sky (ozigurate.bsky.social e pranichealer.bsky.social).)

* * *

  1. Nós exploramos essas práticas em meu curso Magia Para Leigos. ↩︎
  2. Sobre o assunto, conferir o verbete de magia na Encyclopedia of Jewish Myth, Magic and Mysticism, do rabbi Geoffrey Dennis. ↩︎
  3. De novo, um texto sobre o assunto aqui no site: Tirando tarô antes de um ritual. ↩︎

Deixe um comentário