Os sete corpos do ser humano na astrologia hermética

O hermetismo fornece uma ótima base para uma teoria mágica da aplicação dos poderes dos planetas na magia astrológica. A primeira vez que eu tive contato com isso foi ao ler o clássico contemporâneo Seven Spheres, de Rufus Opus, um grimório de magia astrológica que envolve trabalhar com os sete arcanjos dos planetas num processo iniciático de ascensão espiritual. Nesse livro, o autor oferece uma releitura do mito de criação de Poemandro, o primeiro texto do Corpus Hermeticum (e um dos mais famosos e importantes), que diz respeito ao modo como o ser humano espelha o Criador e sua relação com os poderes das sete esferas planetárias – aliás, mesmo que você não pretenda trabalhar com os arcanjos nos moldes do Rufus Opus, eu recomendaria a leitura da introdução do seu livro. Mas também em material mais consagrado como o Picatrix podemos observar relances da aplicação prática da filosofia hermética. 

O texto que eu vou compartilhar com vocês hoje não é meu, apesar que eu bem gostaria que fosse. Seu autor é um astrólogo francês chamado Denis Labouré (nascido em 1956), que escreveu uma série de livros sobre magia e astrologia como Manuel d’astrologie divinatoire (1988), Initiation à la magie (1994), Les origines de l’astrologie (1997), Les Enseignements Qabalistiques de l’Ordre Hermétique de la Golden Dawn (1999) e muitos outros. Sua bibliografia é vasta, mas infelizmente nenhum dos seus livros parece ter sido traduzido para o português e são todos bastante difíceis de se achar por aqui. O texto em questão foi publicado em inglês no site Skyscript com o título “The Seven Bodies of Man in Hermetic Astrology”, traduzido por Michael Edwards. Quem fez o meu curso de magia astrológica deve estar familiarizado em parte com o conteúdo deste texto, pois eu tratei do assunto da descida e reascensão da alma como um dos primeiros temas abordados no curso: o trabalho espiritual com os planetas tem um objetivo de elevação que, no fim, visa à libertação, mas, como qualquer escola mística, permite manifestar resultados no plano físico também. O tema apresenta algumas aproximações interessantes com o pensamento gnóstico e até mesmo hinduísta e budista, ainda que filtrado por uma outra perspectiva (o que certamente faz sentido quando se pensa nas trocas culturais que aconteceram após o período helenístico).

Bem, eu não gosto de fazer traduções de segunda mão… mas este é um texto importante, que eu gostaria muito que as pessoas lessem, especialmente quem fez ou pretende fazer meus cursos de magia astrológica. Por isso decidi traduzi-lo, a partir da versão inglesa, e compartilhá-lo com vocês neste site. Este texto também é leitura obrigatória, eu diria, aos interessados pela magia da Golden Dawn e da Thelema, pois a ascensão da alma pelos planetas nesses sistemas é igualmente central, associada a uma ascensão pela Árvore da Vida cabalística. A tradução para o inglês pode ser conferida clicando aqui.

Os sete corpos do ser humano na astrologia hermética

Denis Labouré, tradução de Frater Abstru


Tabula Smaragdina, arte de Heinrich Khunrath

O advento da astrologia

As estrelas e planetas, sendo as imagens visíveis dos deuses, eram consultadas desde a mais remota antiguidade. Entre os séculos XVIII e XV a.C., a tendência era que se priorizassem fenômenos incomuns, como eclipses ou a aparição de cometas e estrelas cadentes. No princípio, as sentenças dos adivinhos diziam respeito ao destino do país.

Presságios celestiais não eram aplicados a indivíduos até o final da civilização babilônica, por volta dos séculos V, IV e III a.C., quando as posições planetárias no momento do nascimento passaram a ser consideradas na previsão de eventos destinados a acontecer durante o curso de sua existência (o primeiro mapa astral descoberto até hoje aparece numa tabuleta de argila, em escrita cuneiforme, de 410 a.C.).

Em Alexandria, no Egito helenizado, astrônomos, filósofos neoplatônicos e hermetistas sistematizaram e desenvolveram esse método de astrologia genetlíaca (do grego genethle: nascimento). À astrologia babilônica original, preocupada com o movimento dos planetas e posições nas constelações zodiacais, eles acrescentaram novas doutrinas, como as chamadas casas e aspectos. Assim nasceu a astrologia grega, que embarcou em sua marcha triunfal por todo o mundo, disseminando-se do Império Romano até o subcontinente indiano.

Mas qual foi a fonte do poder de atração da astrologia genetlíaca? Por que é que ela foi aceita por todo o mundo conhecido, a ponto de eclipsar nas mentes de nossos contemporâneos as antigas formas da arte de Urânia?

A Teologia Caldeia

A doutrina básica da astrologia genetlíaca se fundamenta, em sua maior parte, em uma teologia astral atribuída aos babilônios (mas, na verdade, desenvolvida, em sua maior parte, pelos greco-romanos), transmitida a Roma por Juliano, o Caldeu e seu filho, Juliano, o Teurgo, durante o reino do Imperador Marco Aurélio (121–180 d.C.). Ambos foram os autores dos Oráculos Caldeus, ensinamentos adotados pelos filósofos neoplatônicos, notavelmente Porfírio e Jâmblico (séculos III e IV d.C.). Os aforismos dos Oráculos Caldeus desde então foram reconstituídos a partir de comentários e citações feitas por antigos autores pagãos e cristãos.

Segundo os ensinamentos caldeus:

  • As esferas planetárias eram concebidas como uma série de esferas concêntricas, que se estendem até a esfera das estrelas fixas, com a Terra firmemente fixada no centro.
  • Os corpos sublunares (entre a Terra e a órbita da Lua) são de uma natureza mista: são formados por uma mescla variada dos quatro elementos eternamente mutáveis, terra, água, fogo e ar, por isso sujeitos à geração e à corrupção.
  • Os corpos situados além da órbita lunar são, pelo contrário, formados de fogo puro ou de uma quinta substância, a quintessência, cuja designação (éter) deriva do movimento incessante de sua essência (tein aei: sempre a correr). Deriva daí que todos os corpos celestiais são incorruptíveis. Com respeito à Terra, seu posicionamento é definido pelo período de sua revolução em torno do zodíaco: quanto mais lento o movimento do astro, mais distante ele está da Terra. Esta suposição fixou a “Ordem Caldeia” à que fazem referência do século II a.C. em diante.

Cada uma das esferas era presidida por uma divindade, tal como listado abaixo, a partir da primeira esfera que circunda a Terra:

  • a esfera da deusa lunar Hécate, descrita pela ordem da Lua;
  • a esfera de Hermes, descrita pela órbita do planeta Mercúrio em torno da esfera da Lua;
  • a esfera de Afrodite, descrita pela órbita do planeta Vênus no que ela abraça a esfera de Mercúrio;
  • a esfera de Apolo — a do Sol — contendo as esferas da Lua, Mercúrio e Vênus;
  • a esfera de Ares (Marte);
  • a esfera de Zeus (Júpiter);
  • a esfera de Chronos (Saturno);
  • por fim, as sete esferas planetárias (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno) eram envolvidas por uma oitava, a esfera das estrelas fixas que constitui o Zodíaco;
  • depois vinham as esferas situadas além dos planetas: a esfera dos deuses que residem além das esferas planetárias; a esfera do Demiurgo encarregado da criação; e a esfera da Primeira Inteligência. Por fim, além do universo até então descrito, encontra-se o Criador do mundo, Aquele a quem os Oráculos Caldeus chamam de “O Pai”.


Cosmologia clássica com a Terra no centro das 7 esferas concêntricas.

A formulação dessa visão do mundo

Esse sistema demorou para amadurecer. A regularidade das revoluções celestiais levou os babilônios a deduzirem que isso deveria ser a obra de uma inteligência ordenadora, por isso assimilaram os astros a deuses siderais. Pitágoras havia promulgado a doutrina da perfeição da esfera que, segundo supôs, deveria ser a forma natural da Terra e do firmamento estrelado. Por isso ele ensinou que a Terra era uma esfera em repouso no centro do mundo. Eudoxo de Cnido (nascido c. 408 a.C) formulou a teoria de esferas concêntricas ou, mais precisamente, homocêntricas. Esse sistema mais tarde inspiraria não apenas a era de ouro da Escolástica, como também, por meio de Aristóteles, a Suma Teológica de São Tomás de Aquino e a Divina Comédia de Dante. Aristóteles havia integrado o sistema de esferas homocêntricas em sua Física, dotando as esferas até então puramente geométricas com propriedades físicas. Este conceito foi herdado pelo astrônomo e astrólogo grego Cláudio Ptolomeu (séc. II d.C.). Para ele, as esferas planetárias eram “cascas etéricas” que faziam com que os planetas se deslocassem ao longo de suas órbitas.

Aparentemente ignorando o sentido profundo desse sistema e aderindo firmemente à linha aristotélica, ele o propôs como um modelo astronômico e explicou a astrologia em termos de “influências celestes” sem qualquer conotação religiosa ou filosófica. Assim, a teoria segundo a qual a Terra se encontra no centro do universo, com os outros planetas girando ao seu redor, formou a base para uma astronomia geocêntrica chamada de “Sistema Ptolemaico”.

Falso no plano físico, como era o argumento de Ptolomeu, este sistema é “verdadeiro” no ponto de vista simbólico da alma geométrica do ser humano, no sentido de que, desde o começo, o ser humano sobre a Terra sempre viu a Lua e os planetas girarem ao seu redor.

A encarnação da alma

Na teologia caldeia, as esferas eram os mundos presididos pelos deuses planetários; os mundos percorridos pelas almas no caminho de encarnar e em sua ascensão após a morte. No sonho de Cipião, que conclui o livro VI de Da República, de Cícero, o autor declara:

Aos homens é transmitida uma alma emanada daquelas chamas eternas às quais vocês chamam de estrelas e luminares que, redondos e esféricos, animados por espíritos divinos, realizam suas revoluções e perambulam em suas órbitas com uma celeridade admirável.

Segundo esses ensinamentos, a alma humana vive no mundo celestial. Então ela entra no mundo terrestre por meio da concepção e nascimento, adquirindo um corpo físico. No caminho para encarnar, a alma atravessa as esferas planetárias, assumindo um corpo sutil, também chamado de “astral”. Assim como, na vida terrena, o nativo todos os dias traja uma série de roupas, desde as roupas de baixo mais leves até casacões pesados, assim a chama incandescente da alma humana, em sua descida de seu universo de origem até o corpo terrestre, assume uma vestimenta formada das substâncias das esferas que ela atravessa.

O corpo astral se constitui de “virtudes” (qualidades e instintos) recebidas das esferas planetárias percorridas. Porque, por um lado, esse processo envolve as esferas planetárias e, por outro, sua travessia se dá fora do tempo, culminando no nascimento em nossa esfera terrena, tais qualidades se refletem na configuração dos planetas no momento do nascimento. O Comentário Sobre o Sonho de Cipião, de Macróbio, descreve a descida pelas esferas planetárias do seguinte modo:

“as almas libertas de todo contágio material habitam o céu; mas aquelas que, desta altiva morada, onde se banham em luz eterna, olham para baixo, para os corpos e o que aqui se chama vida, e que concebem pela vida um desejo secreto, são arrastadas, pouco a pouco, rumo às regiões inferiores do mundo, pelo mero peso deste pensamento terreno. Porém, não se trata de uma queda, mas uma descida em graus. A alma, perfeitamente incorpórea, não assume de uma vez a túnica grosseira da argila corpórea, mas imperceptivelmente e por meio de uma cadeia de adulterações sofridas uma a uma, conforme ela se afasta da substância pura e simples de onde habitara, para cingir-se e preencher-se com a substância dos planetas. Pois, em cada uma das esferas situadas sob o firmamento das estrelas fixas, ela se recobre com várias camadas de matéria etérea que, imperceptivelmente, formam um elo intermediário por meio do qual ela se une ao corpo terreno; de modo que ela sofre tantas degradações, ou tantas mortes, quanto são as esferas percorridas.”
(Ch. XII)

As qualidades adquiridas pela alma no caminho que ela percorre ao descer as esferas são descritas da seguinte maneira:

“e em sua descida, não só a alma assume o supracitado novo revestimento de matéria derivado dos corpos luminosos, como recebe lá as diferentes faculdades que deve exercitar ao longo de sua jornada no corpo. De Saturno ela adquire razão e entendimento, ou o que é chamado de faculdade lógica e contemplativa; de Júpiter recebe o poder para agir ou poder executivo; Marte lhe confere o valor necessário para a empreitada e um zelo ardoroso; do Sol ela recebe os sentidos e o poder da invenção, que permitem que ela tenha sentimentos e imaginação; Vênus a inflama com desejos; da esfera de Mercúrio, ela ganha o poder de expressar e enunciar o que pensa e sente; por fim, da esfera da Lua, ela adquire a força necessária para propagar, por meio da geração, a multiplicação dos corpos. Esta esfera lunar, que é a última e mais baixa com respeito aos corpos divinos, é a primeira e mais elevada em relação aos corpos terrestres. O corpo lunar é, como se fosse o sedimento da matéria celeste, ao mesmo tempo a mais pura substância dos corpos animais”. (Ch. XII)

Este ensinamento sublinha a prática da astrologia genetlíaca tal como foi concebida originalmente. Na natividade, os “caldeus” enxergavam um mapa dos corpos astrais, conforme a jornada por meio das esferas planetárias os havia estruturado. Ao ser interpretado corretamente, esse mapa revelaria as partes constituintes do nativo, tanto materiais quanto sutis. Ela trata do seu dáimon, o anjo guardião que o acompanharia em sua viagem aqui embaixo, atento para a concretização de seu destino. Ela descreve, portanto, a existência terrena que lhe foi delegada.

A ascensão da alma

Poemandro, o primeiro tratado do Corpus Hermeticum, revela o que acontece na hora da morte e após a morte. Para retornar à pureza cristalina do divino, a alma deve se despir, em ordem inversa, dos trajes astrais com que se vestiu. A alma primeiro abandona o elemento material encontrado por último, isto é, o material natural, o corpo fornecido pela natureza. Por último, ela abandona o primeiro elemento material encontrado em sua queda, a saber, a vestimenta astral da mais alta esfera. A morte acarreta uma sequência de efeitos:

  • o corpo é entregue à dissolução e a forma visível desaparece;
  • o temperamento (sujeito, em cada caso, à mescla individual dos quatro elementos), a partir de então inerte, é entregue ao dáimon pessoal (o anjo guardião que, ao nascer, se encarrega do recém-nascido);
  • os sentidos corpóreos retornam às suas respectivas fontes planetárias;
  • a ira e a luxúria, paixões irracionais, retornam à natureza irracional.

Após este primeiro desnudamento, a alma começa sua ascensão. Alçando voo e subindo a armadura das esferas, ela deixa a cada estação a paixão lá assumida ao descer: na primeira estação (da Lua), a faculdade de crescer e decrescer; na 2ª (Mercúrio), a malícia e o ardil; na 3ª (Vênus), a ilusão do desejo; na 4ª (Sol), a paixão pelo poder de comandar; na 5ª (Marte), a audácia e a temerosidade; na 6ª (Júpiter), o gosto pela riqueza e na 7ª (Saturno), a falsidade que aprisiona.

“E, portanto, despido das vestimentas geradas pela armadura das esferas, o logos adentra a essência ogdoádica (o 8º céu, do puro éter, pura luz) não tendo nada então, exceto seu próprio poder”. (Corpus Hermeticum I, 26).

Mas ela ascende ainda mais, aos próprios Poderes divinos que residem acima da essência ogdoádica. Ela se torna uma Potestade e adentra a Deus.

“Pois tal é a bendita consumação para aqueles em posse da gnose: tornar-se Deus” (Corpus Hermeticum I, 26).

A ascensão até os Poderes divinos não é, porém, automática, pois as esferas são obstáculos igualmente impossíveis de se vencer. Porque a existência da alma como ser humano determina o céu ao qual ela é capaz de chegar após o desnudamento, ela arrisca não conseguir percorrer uma ou mais das esferas e mergulhar de volta à existência terrena. Por meio de jejuns e preces, ritos sagrados e o auxílio de poderes mediadores (os deuses para os gregos e egípcios, ou hierarquias angélicas para os magos medievais), o homem encarnado pode facilitar, ainda aqui embaixo, o seu desnudamento e a transmutação interior.

O desnudamento dos metais

“Sete são as passagens da perfeição da matéria”

Assim escreveu Cagliostro em Catecismo do Mestre do Rito Egípcio. Como muitos outros alquimistas, Pernety fala de uma “lavagem”, acrescentando que tal envolve um passagem pelos sete planetas, empreendida por sete trabalhos sucessivos que levam desde os diferentes estados de Mercúrio, simbolizados pelos metais alquímicos, ao estado do ouro. À luz do que foi descrito, tais textos se iluminam.

Para ser admitido em sua iniciação à Ordem Maçônica, o leigo deve se despir de todos os seus metais. Porque cada metal pertence a um planeta, esse desnudamento deve pretender demonstrar a perda das vestimentas planetárias, para que o ser contemple a luz verdadeira.

No 28º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, adotado igualmente pelo Rito de Mênfis-Misraim, o candidato se torna um Cavaleiro do Sol. Na primeira parte de sua iniciação, ele é presenteado com sete capas de cores distintas, com as quais os sete anjos ministradores dos sete planetas o envolvem. Na segunda parte, ele se despe de cada uma dessas capas e, por fim, lhe é permitido contemplar o Sol.

A atitude do cristianismo

O cristianismo tentou eliminar o paganismo, mas na verdade, metade da doutrina caldeia acabou cristianizada. A descida da alma rumo à encarnação foi descartada, mas manteve-se sua ascensão post mortem por meio das esferas planetárias. Os deuses pagãos que presidiam as esferas planetárias, no ensinamento cristão, foram substituídos pelas hierarquias angelicais descritas na obra de Pseudo-Dionísio, o Areopagita. Essas hierarquias foram concebidas numa ordem ascendente, cada uma atribuída a uma esfera planetária:

  • Anjos — esfera da Lua;
  • Arcanjos — esfera de Mercúrio;
  • Principados — esfera de Vênus;
  • Potestades — esfera do Sol;
  • Virtudes — esfera de Marte;
  • Dominações — esfera de Júpiter;
  • Tronos — esfera de Saturno;
  • Querubim — esfera do zodíaco ou estrelas fixas;
  • Serafim — esfera de cristal.

Considerava-se que, após a morte, a alma humana refazia o percurso de ascensão pelas esferas planetárias rumo ao Empíreo. Lá, além das esferas planetárias e da esfera das estrelas fixas, assentava-se a Santíssima Trindade. A Divina Comédia de Dante representa essa ascensão da alma pelas esferas planetárias e os arranjos correspondentes das diferentes hierarquias.

O cristianismo reconheceu o princípio da sobrevivência da alma e sua reascensão pelas esferas planetárias após a morte. A antiga teologia caldeia reconhecia, além da preexistência da alma, também sua descida pelas esferas planetárias, rumo à encarnação. Um simples gesto teria permitido que os dois ensinamentos se fundissem em harmonia, o que foi realizado apenas por certas comunidades gnósticas, cabalísticas e iniciáticas.

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