Como lidar com sonhos?

Sonhos são importantes. De uma perspectiva científica, ninguém sabe ainda ao certo por que é que a gente sonha, embora haja várias hipóteses. Há quem diga que o motivo de sonharmos tem a ver com funções de processamento das nossas emoções ou então com a passagem das memórias de curto para longo prazo. Sonhos se tornam um assunto de interesse especial para a psicologia desde William James, pelo menos, que os pensa a partir do tema mais amplo da imaginação, e Freud, famosamente, que vai enxergar neles um caminho para entender o nosso inconsciente, bem como os seus discípulos e rivais posteriores, de Jung a Lacan, que vão estabelecer uma relação tanto de continuidade quanto de ruptura com as teorias que ele estabelece no começo do século XX. Ao mesmo tempo, nessa mesma época, o potencial artístico dos sonhos vai ser explorado profundamente pelos pintores e poetas do movimento surrealista, mas com antecessores evidentes no romantismo e simbolismo.

Agora, de uma perspectiva espiritual, a tendência tem sido, ao longo da história, enxergar os sonhos como um tipo de mensagem, de presságio, comunicada não diretamente, mas de forma simbólica. No Épico de Gilgamesh, a chegada de Enkidu é prenunciada pelo sonho de Gilgamesh em que uma pedra preta cai do céu, e ele pede a sua mãe para que ela o interprete. Na Oréstia, Clitemnestra sonha que deu à luz uma ninhada de cobras, uma imagem que tem simbologia óbvia, considerando que (spoilers para uma tragédia de dois milênios atrás!)ela vai ser morta pelo próprio filho. Na Bíblia, o Faraó tem os sonhos das vacas gordas e vacas magras, e a interpretação de José serve para ajudá-lo a ganhar espaço na corte – isso acontece no final do livro do Gênesis, e em Daniel também os sonhos de Nabucodonosor são relevantes, conforme o profeta que dá o nome ao livro age igualmente como intérprete para ele. Não por acaso, a oneiromancia, a adivinhação pelos sonhos, era uma arte muito levada a sério na Mesopotâmia, e numerosas tabuletas foram redigidas contendo fórmulas numa tentativa de associar cada imagem onírica a uma possibilidade de previsão. O deus sumério-babilônico dos sonhos era uma deidade menor, chamada Zagar ou Anzagar, que aparece em preces aos deuses dos luminares, Shamash e Sîn. Em templos diversos, na Mesopotâmia e no Mediterrâneo, era praticada a incubação de sonhos, com a expectativa de que uma mensagem relevante fosse ser transmitida ao praticante durante a noite, com frequência no que diz respeito a uma questão de cura, como nos templos de Asclépio.

E, no Brasil, claro, a gente tem uma longa tradição de misticismo onírico com o jogo do bicho.

O Sonho (1904), pintura de Odilon Redon

Sonhos são um assunto ainda pouco explorado aqui n’O Zigurate, mas, como vocês podem ver, é um que dá muito pano para a manga. O grande problema dos sonhos, no entanto, é a sua imprecisão. Sonhos são importantes, sim. Mas nem sempre, não necessariamente. E, para ilustrar a questão, eu gostaria de começar com duas anedotas.

Sonhos “reais” e sonhos “falsos”

Quando eu vou dormir e tenho algo importante marcado para de manhã cedo no dia seguinte, eu obviamente fico um pouco tenso. Nesses casos, é comum que eu sonhe que estou atrasado para o evento em questão, que eu acordei tarde ou então que acordei cedo demais e estou esperando. Às vezes acontece também de sonhar que estou do outro lado da cidade na hora marcada e vai demorar tempo demais para chegar. Entendo que esses sonhos não são nada de espetacular. Pelo contrário, são corriqueiros, e muitas pessoas também têm sonhos parecidos quando estão ansiosas. Há um sentimento óbvio que serve de gatilho aqui e o sonho é um reflexo dessas ansiedades, desse medo do atraso, de perder o evento. Não há nenhuma grande profundidade aí e observa-se uma relação clara entre o fenômeno e o estímulo que o provoca.

Agora, uma anedota mais específica: um dia eu cochilei e sonhei com o ponto da minha pombogira, antes de ela se manifestar. Digo, para ser mais específico: eu sonhei com quatro versos metrificados e rimados em esquema de rima interpolada ABAB, que remetiam a uma falange dessas entidades. Eu não estava lendo ou ouvindo pontos de umbanda quando fui dormir, que seria o motivo mais óbvio para esse tipo de sonho. Eu nem estava pensando no assunto. Mas tive o sonho, acordei imediatamente após receber os versos e fui correndo anotar, antes que eu esquecesse. Pelas referências nos versos, ficou claro que era um ponto de pombogira, mas eu, tonto, não achei necessariamente que fosse da minha pombogira, porque eu ainda estava começando a explorar o trabalho com os meus guias e essa entidade não tinha se manifestado. A questão é que, claro, eu não confio de cara em tudo que chega em sonho e, antes de qualquer outra coisa, eu fui lá perguntar no terreiro. Uma pombogira da casa não apenas confirmou como explicou o mistério desse ponto, e foi assim que eu comecei a trabalhar com pombogira também.

Pois, acho que eu nem preciso me demorar em descrever o quanto esses dois sonhos são radicalmente diferentes, não é mesmo?

Morfeu despertando com a chegada de Íris, pintura de René-Antoine Houasse (1645–1710)

Na mitologia grega, como vocês bem sabem, a figura responsável pelos sonhos é o deus ou dáimon Morfeu, cujo nome etimologicamente deriva do verbo que significa “moldar”, “dar forma”, com a ideia aí de que ele é quem dá forma ao que sonhamos. Morfeu, filho de Hipnos, o deus/dáimon do Sono, é o líder dos Oneiroi, as personificações dos sonhos propriamente. Nesse contexto mitológico, existe o conceito de que Morfeu tem dois portões pelos quais passam os sonhos sob seu comando: um dos portões é feito de chifre, e o outro de marfim. Pelo portão de chifre, saem o que seriam os chamados “sonhos verdadeiros”. Pelo de marfim, saem os sonhos ditos “falsos”. Essa distinção é importante, porque os sonhos falsos são enganosos – e na Ilíada, inclusive, um sonho falso enviado a Agamêmnon tem um papel crucial em levá-lo a cometer um erro estratégico na guerra.

O conceito de “sonhos falsos” é interessante e, longe de estar restrito a esse contexto da mitologia clássica, tem uma vida longa. Pseudo-Agrippa, no apócrifo quarto livro Da filosofia oculta, faz uma menção ao conceito num contexto de uma leitura geomântica, o que é interessante, porque existe uma técnica na geomancia para identificar se um sonho é verdadeiro ou não. Esse método está descrito no livro Earth Divination: Practical Guide to Geomancy (1991), de John Michael Greer (pág. 115), e é simples: basta criar uma carta geomântica perguntando do sonho em questão, então analisar a figura que cair na casa 9, que é a casa entendida como a casa de Deus, o portão dos céus. As figuras geomânticas são divididas em categorias, e uma dessas categorias é a de estabilidade, pois há figuras que são lentas, firmes, ditas estáveis, e figuras que são rápidas e passageiras, ditas móveis. Se essa figura da casa 9 na carta for móvel, o sonho é falso. Se a figura for estável, foi uma comunicação espiritual do outro lado1.

(Para uma introdução ao tema da geomancia, inclusive a lista das figuras e suas características, conferir este texto anterior aqui. É possível também obter esse tipo de confirmação com outros oráculos, como no tarô, mas nesse caso é preciso trabalhar com uma tiragem específica).

A questão é que muita água rolou desde os tempos de Agrippa (e dos gregos, mais ainda). A ideia de tipos diferentes de sonho ainda é interessante, mas precisamos mudar um pouco o nosso entendimento para que nos seja útil no contexto em que vivemos hoje – afinal, nenhum de nós é Agamêmnon sendo sabotado por Zeus em pessoa. O que eu proponho é não falarmos em sonhos “verdadeiros” e “falsos” nesses termos, mas sim em sonhos “espirituais” e “psicológicos”. O que eu chamo de sonho espiritual descreve as ocasiões em que o sonho é o espaço para comunicações do outro lado, enviadas por espíritos e afins, como o meu caso que eu relatei do ponto de pombogira. Já os sonhos psicológicos ocorrem, digamos, “dentro da nossa cabeça”. São espelhos de nosso estado mental, que refletem nossos desejos e angústias, como os sonhos de ansiedade em que a gente perde o horário de algum acontecimento marcado. É assim que eu trabalho dentro da questão da interpretação de sonos.

O porquê disso ocorrer, de haver uma distinção entre tipos de sonhos, diz respeito às peculiaridades do plano astral. Mas isso, claro, nos leva à pergunta: o que é o plano astral e o que isso tem a ver com sonhos?

O plano astral

Eu já falei brevemente aqui antes sobre os planos sutis e os nossos corpos correspondentes que nossa consciência utiliza para acessá-los. Muitos ocultistas aderem ao modelo desenvolvido pela Teosofia de divisão da realidade, segundo a qual tudo que existe aqui no plano material é um desdobramento de processos que começam em dimensões menos sólidas e mais próximas do que seria a fonte da qual tudo emana e que determina o propósito das coisas. No nível mais sublime temos uma divisão que podemos chamar de nível espiritual, que é o mais difícil de apreender por estar tão próximo da fonte de tudo. Abaixo dele, são reconhecidos, em ordem de mais para menos sutil: o mental, o astral, o etérico e o físico. O físico é o plano da matéria, em que há tempo e espaço (e o etérico está basicamente colado no físico, só que a substância que o constitui é menos sólida). O mental é o plano dos conceitos, informações e abstrações, onde não há tempo nem espaço. Entre uma coisa e outra a gente tem uma vasta margem de manobra para um território intermediário, e o plano astral é meio que isso.

Assim como no plano físico, no astral meio que existe tempo e existe espaço, mas esses conceitos operam de uma maneira diferente de como é aqui. Grandes distâncias podem ser atravessadas num instante, e o tempo pode ser comprimido ou expandido. Diferente de como é mais acima, no plano mental, em que tudo é abstrato, as consciências e processos astrais podem ser percebidos como imagens simbolicamente correspondentes aos nossos sentidos.

O que isso quer dizer?

O Homem Astral (1903), de Sascha Schneider

Para ilustrar: pense num animal, por exemplo. Qualquer animal. Esse animal tem a forma que tem no mundo físico por conta das exigências da sobrevivência, porque os processos biológicos determinaram uma forma que é fisiologicamente viável e eficiente o bastante para que ele possa viver e se multiplicar2. Há uma série questões envolvidas nisso, investimentos e riscos: um animal de grande porte pode ser mais difícil de ser caçado, mas exige mais alimento, que o seu habitat pode ou não ter a capacidade de fornecer a longo prazo; muitos animais têm olhos, porque a visão é um sentido útil, mas essa utilidade é proporcional à quantidade de luz disponível, que pode ser nula no caso de cavernas e no fundo do mar. No mais, a posição dos olhos é importante: predadores têm os olhos unidos na frente do rosto, enquanto os olhos das presas tendem a ser nas laterais do crânio para elas terem uma visão mais panorâmica, que as ajuda a fugir. E assim por diante. No astral, essas exigências da matéria não se aplicam. Um espírito pode se manifestar na forma de um animal por motivos simbólicos, por conta daquilo que o animal representa. Ele pode aparecer sob o aspecto de quimeras biologicamente impossíveis e formas estranhas, que podem inclusive mudar de um momento para outro, conforme a necessidade.

Isso é para dizer que as coisas que a gente encontra no astral se manifestam como imagens de coisas que a gente pode encontrar com os nossos sentidos normais (ou variações disso), sem que, no entanto, elas precisem seguir as regras do plano físico, mas sim obedecendo à lógica do simbólico. A substância do astral é mais maleável do que a matéria física e menos permanente. Ela pode ser manipulada por outras consciências e inclusive pela mente humana – quando plasmamos uma imagem com nossa força de vontade, aliás, como ao imaginarmos uma cena em uma meditação guiada ou traçarmos um pentagrama no ar durante o Ritual menor do Pentagrama, nós estamos fazendo exatamente isso, criando formas no astral, formas estas que vão ter a força de perdurar nesse plano conforme a quantidade de energia que aplicarmos em sua criação. O astral é ainda o plano das emoções, onde os sentimentos se originam, o que faz sentido na medida em que essas imagens sensoriais estão associadas a certos sentimentos: um espírito pode aparecer com um aspecto assustador (medo é uma emoção, afinal), ou sedutor, furioso etc. Emoções são também uma forma de energia, e não por acaso existem práticas de feitiçaria que os utilizam como combustível por isso.

O porquê de eu estar falando do plano astral para explicar a questão dos sonhos é simples: quando adormecemos, nós nos desconectamos do plano físico e a nossa consciência acessa o astral. Vocês vão observar que tudo que eu falei acima em termos de descrições desse plano se aplica aos sonhos (além de visões e mirações, igualmente). As imagens dos sonhos são imagens inspiradas naquilo que os nossos sentidos podem acessar no mundo físico, mas não necessariamente seguem as regras da existência física. Elas também são, claro, tênues e impermanentes, diferente da matéria do mundo físico.

O corpo astral é o veículo que a consciência usa para explorar esse plano, e esse veículo pode ser treinado para chegar a “lugares” diferentes nele – que é o que se chama de viagem ou desdobramento astral. Existem muitas técnicas para isso. O termo “lugares” fica entre aspas, porque não se trata do espaço nos termos com que estamos acostumados no plano físico. Em vez disso, podemos falar em termos de faixas vibracionais: é meio como sintonizar um rádio. As coisas nos planos sutis se aproximam ou se afastam conforme a sua compatibilidade, e assim frequências diferentes oferecem acesso a consciências e processos diferentes. A questão é que, na viagem astral, é possível explorar qualquer “lugar”, para bem ou para mal, conforme essa compatibilidade. Na prática, porém, a consciência da maioria das pessoas tende a não ir muito longe em seus sonhos3.

Ou seja: a maioria dos sonhos ditos psicológicos ocorrem quando estamos explorando apenas a região que corresponde astralmente ao local onde repousa o nosso corpo físico adormecido. Nela, o que vamos encontrar são as energias e formas-pensamento que povoam a nossa aura. Logo, se você assistir, por exemplo, a um filme de terror antes de ir dormir (especialmente se for um filme marcante e/ou você for impressionável), é possível que as imagens do filme e os sentimentos que ele suscita fiquem com você e você acabe sonhando com o Pinhead ou o Freddy Krueger. O mesmo vale para sonhos eróticos e outros em que haja emoções igualmente fortes. Isso é importante manter em mente, porque é comum que as pessoas comecem a estudar ocultismo, pesquisem sobre seres diversos, entre deuses e demônios, logo podem acabar sonhando com eles por causa disso. Uma pessoa que não entende do funcionamento das coisas pode achar que sonhar com uma deidade é o mesmo que estar recebendo um chamado dessa deidade e ficar impressionada. Como vocês podem ver, não é bem assim.

Já os sonhos que eu chamo de espirituais ocorrem, em contrapartida, quando tem uma força espiritual ali, obviamente. E isso pode acontecer de duas formas, no geral: um espírito pode vir até você, sem que você consiga se deslocar muito no astral, ou você pode ir até algum lugar no astral e encontrar os seres de lá. Esse segundo caso é mais comum entre pessoas com um corpo astral bem desenvolvido e treinado para esse tipo de coisa, mas pode acontecer de vez em quando com pessoas não treinadas… e há também quem tenha uma facilidade natural para isso de nascença. Em todo caso, ocorre um contato e é importante prestar atenção a esse tipo de acontecimento, porque mensagens importantes podem chegar por aí.

Um exemplo de alguém que eu tenho certeza que tinha essa facilidade natural para explorar lugares remotos do astral, sem querer, foi o escritor H. P. Lovecraft. Como ele mesmo relata, várias das ideias de suas histórias vieram de pesadelos vívidos, onde ele é provável que ele tenha contatado certas forças espirituais que o deixaram profundamente abalado – como costuma ser o que acontece com os narradores de seus contos e romances. Isso não quer dizer que eu acredite que Cthulhu seja real, mas sim que a figura que na sua mitologia tem o nome de Cthulhu teria sido inspirada por algo que ele encontrou de verdade. Sendo um ateu de criação protestante e sem saber o que fazer com isso, Lovecraft tirou daí parte da sua inspiração para sua obra (a outra parte veio do seu medo do desconhecido, manifestado a nível mundano como o seu bem-conhecido racismo), e o resto é história.

Munido desse conhecimento, podemos então tratar da pergunta que dá título a este texto: como lidar com sonhos?

Bem, como vimos, a norma é os sonhos serem psicológicos, mas de vez em quando uma comunicação do outro lado pode chegar e, claro, isso tende a ser mais comum para pessoas com uma prática espiritual. Como a gente faz para identificar? Infelizmente, é muito caso a caso. Talvez com o tempo e a experiência você consiga distinguir só pela sensação do sonho, mas não existe nenhuma dica ou macete infalível que valha para todas as pessoas, e o melhor a fazer sempre é buscar um oráculo – seja tarô, geomancia, runas etc.

O Pesadelo (1781), de Johann Heinrich Füssli

Assim sendo, o que eu recomendo é seguir o passo a passo abaixo:

  • Se você teve um sonho que lhe pareceu potencialmente significativo, é recomendável anotá-lo de imediato, para não esquecer nenhum detalhe, depois procurar um oráculo assim que possível. Se a resposta for “não” e o sonho for apenas psicológico, isso não quer dizer que ele seja irrelevante. Mas aí é o caso de levar para o seu analista e não para a magia.
  • Se for confirmado que o sonho é espiritual, aí tem que ver qual é. Se é um espírito entrando em contato, qual o motivo desse contato? Qual a índole e natureza desse espírito? Há alguma mensagem importante sendo transmitida? Existe algo que precisa ser feito? Tudo isso é possível e recomendável oracular, e eu já publiquei uma série de textos sobre tipos diferentes de espíritos aqui no site. Um acontecimento relativamente comum é sonhar com gente que já morreu (parentes em especial) e precisa de ajuda, por exemplo. Sonhar com os seus guias também pode acontecer, assim como espíritos da natureza para quem mora em lugares em que esses espíritos habitam. Deidades são um caso mais complicado, porque acontece muita projeção com base nas coisas que a gente lê a respeito delas.
  • Se foi um pesadelo, existe a possibilidade de que seja um caso de ataque psíquico, especialmente quando se trata de pesadelos recorrentes. Se for confirmado que é um ataque psíquico, é importante investigar o que está acontecendo, se é algum tipo de kiumba ou parasita enchendo o saco, se é demanda, ou o que for. Recomendo fazer limpezas no seu próprio campo energético (de preferência antes de dormir) e no ambiente do quarto, além de reforçar as defesas, enquanto procura uma solução mais permanente. Porém, mesmo que não haja um ataque de fato e o motivo seja apenas mundano, ter pesadelos constantes não é legal e as limpezas devem ajudar a amenizá-los.

E esse é o meu breve guia introdutório ao trabalho com sonhos. Quando a gente começa na magia, existem vários autores que recomendam técnicas para se ter sonhos lúcidos e existe toda uma disciplina no yoga, o chamado Yoga Nidra, para se trabalhar com sonhos. Isso, no entanto, é mais complexo e, antes de qualquer coisa, ter essa noção dos tipos diferentes de sonhos e como abordá-los é a primeira coisa que a gente precisa saber antes de sequer pensar em aprofundar esse trabalho.

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  1. Importante frisar que a figura específica que, na casa 9, para Pseudo-Agrippa, representa um sonho falso, explicitamente, é Populus. Isso, pelo visto, se dá apesar de Populus ser uma figura estável. ↩︎
  2. Esotericamente, claro, entende-se que esses processos físicos seriam guiados por outros processos nos níveis superiores. ↩︎
  3. Quem explica isso de forma bastante didática é o autor Arthur Powell em O corpo astral, capítulos 9 e 10. No entanto, fica o aviso de que Powell tem alguns problemas de preconceito que maculam a sua obra. ↩︎

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