Os vários nomes dos planetas

Você provavelmente conhece os planetas com base em seus nomes derivados do panteão greco-latino. Em ordem do mais próximo do Sol para o mais distante, pulando a Terra: Mercúrio, batizado em homenagem ao mensageiro romano dos deuses, equivalente ao Hermes grego; Vênus, a deusa do amor, equivalente a Afrodite; o planeta vermelho Marte, em homenagem ao deus da guerra, equivalente a Ares; Júpiter, o maior dos planetas e chefe do panteão, o equivalente de Zeus, também chamado de Jove; e por fim, seu pai, Saturno, o único que destoa desse grupo por não ser um deus olímpico, mas membro de uma ordem anterior, a dos titãs, chamado Cronos1 em grego. Temos os transaturninos na sequência, mas vale falar deles depois.

Quando a gente sai da perspectiva puramente fisicalista e passa para a magia, é natural traçarmos essa associação imediata entre os deuses gregos e os planetas. Assim, se você quiser construir um ritual com o planeta Júpiter, seria lógico ter que fazer devoção ao deus Júpiter/Zeus para isso. De fato, dá para trabalhar por esse método, é válido, mas esse seria apenas um dos modos de se fazer esse trabalho. Os deuses não são os planetas. E eu acho que uma das formas de a gente entender isso, de martelar esse conceito até ele entrar na nossa cabeça, é pensar por um viés plurilinguístico. Sim, em nosso idioma, os nomes dos planetas vieram do latim, com a referência a esse panteão. Mas em outros idiomas, como é? É isso que vamos ver no texto de hoje.

Arte representando a mítica Adocentyn, a cidade talismânica de Hermes Trismegisto.

Mas, antes de continuarmos o texto, vale lembrar que ainda temos vagas para o módulo I do curso de Magia Astrológica que vai acontecer neste fim de semana dos dias 28 e 29! Últimos dias para a inscrição!

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Vamos fazer na sequência do mais distante para o mais próximo, deixando os luminares por último. Começaremos com Saturno.

Primeiramente, tem o fato de que, entre os gregos, havia o conceito dos Astra Planeta, os cinco deuses planetários que são os corpos celestes propriamente, filhos de Astreu, titã das estrelas, e Eos, a deusa da aurora. Ou seja, além da associação entre os planetas e os deuses do panteão principal, os planetas em si também eram deuses menores, constituindo um tipo de hierarquia celestial. Assim sendo, o planeta Saturno, além de ser o astro de Cronos, que responde a esse deus, era chamado Phainon, “o radiante”, como aparece em Cícero (De Natura Deorum).

Uma lógica parecia encontramos em sânscrito, que tem o conceito das deidades planetárias chamadas de Navagraha. Graha é o termo em sânscrito para planeta, e nava é cognato do nosso número nove, porque os hindus contabilizam os sete planetas mais os dois nodos lunares (Rahu e Ketu, a cabeça e a cauda do dragão). Infelizmente eu não entendo o suficiente para poder falar desse panteão com qualquer propriedade, mas o que eu li em fontes que me parecem fidedignas, é que a posição dos Navagraha enquanto deidades é num papel menor do que a dos outros deuses propriamente (Rahu e Ketu, aliás, eram originalmente um ser demoníaco), e cada um deles obedece a um deus maior. Shani ou Shanaishchara é o nome de Saturno em sânscrito, de onde deriva o mantra planetário OM SHAM SHANICHARAYA NAMAHA. Segundo o Brihat Parashara Hora Shastra, Shani obedece a Brahma, mas outras fontes incluem também Kali.

Em árabe, Saturno é Az-Zuhal, da raiz para “distante”. Em hebraico, Saturno é chamado de Shabtai, um nome que tem conexão com Shabbath, o sábado, o que é muito coerente, porque o sábado é astrologicamente o dia de Saturno. Esse nome, no entanto, é relativamente recente e aparece a partir das fontes talmúdicas. No hebraico bíblico, suspeita-se que o nome Kiyyun, que aparece em Amós 5:26, junto de outros ídolos, seria uma referência a Saturno – o que, mais uma vez, é muito coerente, porque os redatores bíblicos frequentemente polemizam contra os “adoradores das estrelas”. Pelo visto, Kiyyun tem origem na raiz que também dá no verbo kun, que significa “estabelecer”, e é um cognato de outros nomes para Saturno em línguas geograficamente próximas, como Kevan em persa e Kayamānu em babilônico, que significa, segundo Ulla Koch-Westenholz, autora de Ancient Mesopotamian Astrology, “o constante”. Distante, constante e estabelecido são adjetivos que, para mim, fazem muito sentido como descrição desse planeta. O deus que é o mestre de Kayamānu para os babilônicos seria o guerreiro Ninurta, o herói que vence monstros cósmicos e estabelece a agricultura.

Agora Júpiter, o Grande Benéfico da astrologia: seu nome em grego é Phaiton, mas há fontes que trocam os nomes de Júpiter e Saturno. Assim como no panteão grego, o deus babilônico responsável pelo planeta é o manda-chuva do grupo, Marduk, promovido a esse cargo no épico Enuma Elish. Seu planeta se chama Dāpinu, “o heroico”. Em sânscrito, seu nome é Guru, que significa isso mesmo, por ser o mestre dos planetas – daí seu mantra OM GURAVE NAMAHA. Seu chefe é Indra, que igualmente maneja o trovão no panteão védico, mas há quem o associe também com Brihaspati e há ainda quem associe Brihaspati com Ganesha. Em hebraico, diz-se Tzedek, da raiz para “justo” e a fonte para o nome do arcanjo Tzadikiel, o anjo de Júpiter (que vira Sachiel em alguns grimórios posteriores). Em árabe, é Al-Mushtari, “o confiável”. Em todos os casos, apenas referências positivas. Todo mundo gosta de Júpiter.

Tratado das Natividades, atribuído a Abu Al-Mashar, digitalizado pelo projeto Gallica. Imagino que seja uma imagem de Marte em Escorpião.

Já com Marte é engraçado. Marte é o planeta da desgraça, por isso os babilônicos tinham vários apelidos fofos para ele: shanûma (diferente/hostil), nakru (inimigo), sarru (mentiroso) lemnu (maligno), ahû (estranho), kakkab lā minati (a estrela incalculável) mushtabarru mutānu (que sempre traz pestilência). No entanto, seu nome mais comum era Ṣalbatānu, de etimologia desconhecida. Seu deus era o deus da guerra e do submundo, Nergal. Os hindus o chamam também por vários nomes incluindo o eufemismo Mangala (“o auspicioso”) e Lohita, Angaraka (referências à sua cor vermelha), etc. Daí vem o seu mantra OM ANG ANGARAKAYA NAMAHA. Mangala obedece ao deus da guerra Skanda/Kartikeya, mas há quem inclua também o deus arqueiro Rudra.

O grego optou pela referência à sua cor, com Pyroeis, de pyr, “fogo”. Em hebraico, porém, o vermelho remete à terra e não ao fogo, e assim seu nome é Ma’adim, da raiz álef-dalet-mem, que dá Adamah (terra) e Adam (ser humano, Adão). Em árabe é Al-Mirrikh, também referência à cor vermelha, mas há outros nomes, que incluem Al-Muharriq (“o flamejante”), Al-Ahmar (“o vermelho”), Azizan (“o mais forte”), etc.

Em oposição a Marte, temos Vênus, cujos nomes costumam significar “radiante”: Phosphoros, Eosphoros e Hesperos em grego (em alusão ao seu papel como estrela da manhã e estrela da tarde), Nogah em hebraico, Az-Zuhara em árabe, Shukra em sânscrito (daí o mantra OM SHUM SHUKRAYA NAMAHA). Em sânscrito ele é uma deidade masculina (todos os Navagraha são), mas obedece a uma deusa, Indrani, a esposa de Indra. Outras fontes incluem também Lakshimi, a deusa da prosperidade. Em babilônico, seu nome é Dilbat, de etimologia desconhecida, e sua deusa é Ishtar.

Em hebraico, aliás, o nome que aparece na Bíblia é famosamente Heilel ben Shahar, “radiante filho da aurora”. O termo é um hapax legomenon, ou seja ocorre uma única vez, mas entende-se, dentro dessa limitação, que seria referência a um rei babilônico, comparado poeticamente no livro de Isaías à estrela d’alva, traduzido como Lucifer em latim (já falamos disso antes aqui). Posteriormente usa-se em hebraico, de modo mais sistemático, o nome Nogah mesmo.

Por fim, o planeta Mercúrio é o titã Stilbon em grego (mais uma vez, a raiz vem de “brilhar”) e o Navagraha Budha (de onde o mantra OM BUDHAYA NAMAHA), subordinado a Vishnu e à deusa da sabedoria Saraswati. Na Babilônia, seu nome era Shitu, “o que salta”, e era o astro do deus Nabû, um deus assírio incorporado ao panteão como filho de Marduk e padroeiro dos escribas. Em hebraico, diz-se Kokav Chammah, “o astro do Sol”, pela sua proximidade com o centro do Sistema Solar. Al-Utarid é seu nome em árabe, derivado de um deus mercurial pré-islâmico.

Provavelmente a representação mais cunty de Mercúrio, de um talismã mercurial do Picatrix. Arte de Nigel Jackson, no livro do Warnock, Secrets of Planetary Magic.

Como bônus, vale mencionar os nomes dos astros em chinês, que eu acho bacana, porque é bem sistematizado: Saturno é Tǔxīng (“estrela da terra”), Júpiter é Mùxīng (“estrela da madeira”), Marte é Huǒxīng (“estrela do fogo”), Vênus é Jīnxīng (“estrela do metal”) e Mercúrio é Shuǐxīng (“estrela da água”) – fonte aqui. A referência são aos cinco elementos do sistema Wuxīng, claro. E já que estamos falando do tronco sino-tibetano, no sistema budista Kalachakra os nomes em tibetano são Lhag-pa (Mercúrio), Pa-sangs (Vênus), Mig-dmar (Marte), Phur-bu (Júpiter) e Spen-pa (Saturno), mais Nyi-ma (o Sol) e Zla-ba (a Lua). Tem mais alguns corpos celestes nesse sistema, que dialoga com o dos Navagraha, mas não convém entrar nesse assunto agora. Quem quiser pode ler a respeito disso aqui.

Faltam só os luminares agora. Nesse caso, é um pouco mais complicado, porque o conceito dos planetas em sua atuação astrológica é, em termos históricos, mais recente em comparação aos sentimentos religiosos direcionados ao Sol e à Lua – presentes na atenção humana literalmente desde que o mundo é mundo.

O Sol em sânscrito se diz Svar e o nome do seu deus é derivado dessa mesma raiz, Surya (daí o mantra OM SURYAYA NAMAHA), uma antiga deidade védica, subordinado a Agni, o deus do fogo. Em grego, Helios é o nome mais comum, de onde derivamos várias palavras que o tem na sua raiz: afélio, periélio, heliotropo, etc. Na mitologia o Sol em si era seu carro, e o deus é o filho do titã Hiperíon (com o sentido de “aquele que está acima”), que também desempenhava o papel de deidade solar antes da ordem olímpica e era um dos outros nomes pelos quais o Sol era chamado. Já Apolo não é o Sol em si, mas como deidade solar acabou sincretizado com Helios, tanto em culto quanto no material mágico como os PGM. Em latim, o nome do Sol é Sōl mesmo, de uma raiz que quer dizer “sol”. A religião romana, que era uma bagunça ainda maior, teve muitos deuses solares sincréticos também, incluindo Mitras, Sol Invictus, etc.

Em hebraico, há mais uma vez outra profusão de nomes. Da raiz SH-M-SH temos Shemesh, cognato de Shams, em árabe, e Shamash, o deus solar em babilônico (já Shamshu é como eles chamavam o disco solar). Outros nomes hebraicos incluem: Cheres, muito presente em toponímicos, e Chammah, mais comum na literatura rabínica.

Kitab-i viladat-i Iskandar, manuscrito WMS Persian 474, com o horóscopo do sultão Iskandar ibn ʿUmar Shaykh.

Assim como o Sol, a Lua também tem um monte de nomes, frequentemente associados ao conceito da contagem dos meses. Mês e lua em babilônico se diz Arhu, Chodesh é a lua nova em hebraico, e Rosh Chodesh é o começo do mês. Agora, por exemplo, estamos no mês de Elul. O próximo mês, Tishrei, começa na noite de 2 de outubro, próxima Lua nova. Em grego, havia o nome Mene, uma possível referência a um deus lunar masculino de um período indo-europeu mais antigo e raiz de muitos termos para “mês”. Posteriormente, vira um dos epítetos de uma deusa feminina, Selene, que era o nome grego da Lua, outra filha de Hiperíon. Mais posteriormente ainda, rola um sincretismo entre Selene e a deusa caçadora Ártemis/Diana e até mesmo com Hécate.

O deus babilônico de Arhu é Sîn, o deus lunar, que não apenas nos surpreende por ser um deus masculino, já que estamos acostumados com a ideia de uma lua feminina, mas por ser o pai dos deuses do Sol e de Vênus, Shamash e Ishtar. Em sânscrito, temos outro deus masculino, Chandra (daí o mantra OM CHANDRAYA NAMAHA), subordinado a Varuna e a Shakti/Parvati.

Outros nomes em hebraico para a Lua incluem: Levanah, da raiz para “branco”, que acaba sendo o nome mais usado no ocultismo contemporâneo, embora não fosse o mais comum no texto bíblico, e Yareach, o termo mais usado na Bíblia e cognato para o nome do deus lunar em ugarítico, Yarikh. Em árabe, a lua é al-Qamar, mas tem outros: an-Nayyir (“o luminosa”), Wadd (“amor”, “amizade”), Warakh (“errante”), incluindo nomes para cada fase da Lua também (Badr, por exemplo, é a Lua cheia).

Os Navagraha

Para encerrar, vale incluir uma última notinha sobre os transaturninos. Porque estão situados além do até então último membro do Sistema Solar, que era Saturno, os planetas Urano, Netuno e o recentemente rebaixado Plutão são chamados de transaturninos ou “planetas externos”. Eles não fazem parte do arranjo original de 7 planetas pelo simples fato histórico de que os antigos não tinham ideia de sua existência, considerando que não é possível vê-los a olho nu… apesar de que há relatos de que Urano teria, sim, sido observado antes de sua “descoberta oficial”, por assim dizer. Quem o batizou, no fim, foi o músico e astrônomo amador anglo-alemão Frederick William Herschel, que achou que ele fosse um cometa – isso em 1781, uma década conturbada e marcada por revoluções como a Revolução Industrial (que começa em 1760), a Revolução Americana (1765–1783) e, em breve, a Revolução Francesa (1789).

As propriedades dos transaturninos foram logo associadas aos períodos históricos de seu descobrimento, e assim Urano foi conceitualizado como o planeta que rege imprevistos, revoluções e inovações tecnológicas. Houve também quem quisesse batizá-lo de Herschel mesmo, sua homenagem a quem o descobriu, e o próprio a princípio queria chamá-lo de Georgium Sidus, a estrela de George, em referência o rei da Inglaterra, George III (sim, aquele rei George que canta “You’ll Be Back” em Hamilton). Ao fim das contas, porém, a mitologia grega venceu e o novo planeta ganhou o nome, um tanto destoante, do deus primordial Urano, o céu, aquele que é castrado pela foice de Cronos.

Depois Netuno, agora o último planeta do Sistema Solar, foi uma descoberta do século XIX, tendo sido primeiramente previsto, com base em cálculos matemáticos, por John Couch Adams e Urbain Le Verrier, depois observado pelo astrônomo Johann Galle em 1846, com um telescópio. Era o auge do período romântico e, não por acaso, Netuno passou a ser o planeta do inconsciente coletivo, tendo o papel dúbio de apontar tanto para a revelação mística quanto para as ilusões da consciência entorpecida. Seus nomes quase foram Janus, Oceanus e Le Verrier, mas a sua cor azul e a tradição de nomes de inspiração grega fez com que o nome Netuno acabasse favorecido.

Por fim, Plutão foi descoberto em 1930 pelo astrônomo norte-americano Clyde W. Tombaugh, declarado o nono planeta e rebaixado em 2006 à posição de planeta anão. Foram sugeridos os nomes Minerva e Cronus, mas Plutão, o rei do submundo, acabou ganhando a votação, e era de fato a opção mais adequada, dada a natureza sombria do planeta mais distante do Sol. Sendo que era o período do entreguerras, durante o qual a Europa estava lidando com as consequências destrutivas da Primeira Guerra Mundial que pavimentaram o caminho para a Segunda, Plutão se tornou o planeta do poder destrutivo, da submissão, de tudo que é intenso, representando simbolicamente as noções de morte e ressurreição.

Por serem descobertas recentes, ainda não há uma tradição bem estabelecida e segura de magia astrológica com esses planetas, nem nomes antigos em idiomas consagrados – aliás, bizarramente, Urano e Netuno só ganharam nomes em hebraico no ano de 2009. Em hindi (não sânscrito, que é uma língua litúrgica), os transaturninos se chamam Arun, Varun (uma deidade do mar) e Yama (deus da morte). Em árabe, eles se chamam Oranos, Nebton e Bloto mesmo, apenas adaptações dos nomes gregos para a fonologia do árabe. Em hebraico, ficou Oron, Rahab (referência a um monstro marinho bíblico) e Pluto. Em chinês, eles são Tiānwángxīng (“estrela do rei do céu”), Hǎiwángxīng (estrela do rei do mar) e Míngwángxīng (“estrela do rei do inferno”). Pontos para os chineses, por manterem a lógica das referências.

Agora, o que fazer com essas informações? Como eu falei, a minha ideia aqui era dissociar os planetas, enquanto entidades cósmicas na hierarquia celeste, dos deuses do panteão romano. Se eu chamo o Grande Benéfico de Al-Mushtari, Dāpinu, Tzadek, Guru ou Phaiton, fica mais fácil compreender que há outras abordagens para a magia jupiteriana do que a invocação de Jove.

No mais, os idiomas que foram mencionados aqui são todos muito bem representados no corpus de literatura esotérica mundial, para começo de conversa. Na magia da Cabala hermética da Golden Dawn, é comum o uso dos nomes hebraicos, e assim é possível incluir o uso desses outros nomes em práticas associadas aos planetas em outras tradições. De quebra, o uso dos vários nomes é uma prática historicamente comprovada na magia planetária. Quando conferimos as invocações dos planetas no Picatrix é comum lermos, “eu te chamo pelo teu nome no idioma x, no idioma y”, etc. E assim, é possível incorporar essa lista para dar mais força à ladainha dos rituais planetários.

Mas o que eu queria mesmo era apenas oferecer todas essas informações – que não são tão conhecidas, nem fáceis de achar – num lugar só, porque eu sou meio obcecado em reunir esse tipo de coisa. Se isso for útil para alguém, melhor ainda.

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  1. Importante frisar que havia uma distinção entre o deus do tempo Chronos (Χρόνος) e o titã Cronos (Κρόνος), pai de Zeus, mas já na antiguidade foi se dando uma sincretização com base na confusão, já que a diferença entre os nomes é de uma letra. ↩︎

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