Um roteiro para invocação da deusa Ishtar

De todas as deidades do panteão babilônico, Ishtar, conhecida também como Inana em sumério, é aquela com quem eu tenho maior proximidade. Já falei dela algumas vezes aqui no site – temos um texto só dedicado a tratar de quem ela é e outro com um de seus hinos, além do texto introdutório sobre o…

Um hino ao deus Nergal, senhor do submundo

No momento, Marte se encontra exaltado no céu, em seu signo de Capricórnio. Por esse motivo, achei que seria uma boa ocasião para compartilhar esse material dedicado ao deus marcial do panteão mesopotâmico, o temido Nergal. Como já comentei antes, em outras ocasiões, a relação entre os sete planetas clássicos e um grupo de sete…

Uma prece preliminar para trabalhos na linha mesopotâmica

Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu dou bastante ênfase a rituais preliminares. Temos já um texto só sobre o assunto aqui, e uma aula inteira do meu curso de Introdução Prática à Magia é dedicada ao tema. Os motivos para isso são vários, e quando eu era ativo em comunidades do Facebook,…

Um hino a Shamash, deus do Sol

O nome para o Sol costuma ser bastante parecido na maioria das línguas semíticas: fala-se shams em árabe, shemesh em hebraico e shemsha em aramaico siríaco, por conta de uma raiz comum, shin-mem-shin, que origina todas essas palavras e tem a ver com o Sol. E assim, em acadiano, sendo também uma língua semítica (ainda…

As preces planetárias dos sabeus em al-Tabari

O uso de fórmulas consagradas para invocação dos planetas é uma prática comum no meio da magia astrológica. Há quem goste dos hinos órficos – antigos poemas religiosos utilizados nos ritos dos mistérios de Orfeu na antiguidade –, selecionando os 7 hinos referentes aos deuses associados a cada planeta, Selene, Hermes, Afrodite, Hélios, Ares, Zeus,…

Nove fórmulas para magia babilônica

Qualquer livro sobre magia cerimonial vai incluir uma série de fórmulas em grego, latim e hebraico. Hekas hekas bebeloi, procul este profani, amen. Essas fórmulas dão um colorido a mais ao ritual, mas mais do que isso apontam para as fontes das quais essas tradições bebem (embora com frequência o domínio de ocultistas de línguas…

Um hino a Sîn, deus da Lua

A gente, por inúmeros motivos, tem uma tendência tão grande de instintivamente associar a Lua ao feminino que talvez seja surpreendente descobrir que os povos do Antigo Oriente Próximo tinham divindades lunares masculinas. No Levante, no panteão cananeu, ele se chamava Yarikh (uma das palavras para Lua em hebraico é o cognato yerah ou yareach,…

Um hino real a Ishtar

A grande deusa conhecida como Ishtar entre os babilônios e Inana entre os sumérios é, de longe, a divindade mais popular do panteão mesopotâmico. Talvez não por acaso, o texto dedicado a ela publicado aqui no ano passado, “Ishtar, deusa do sexo e da guerra (mas muito mais do que só isso)”, seja o segundo…

Um hino à deusa mesopotâmica da cura e da saúde, Gula

Gula é o nome de uma antiga deusa suméria. Antiga quanto? Bem, seu culto é atestado pelo menos desde o período chamado de Dinástico Arcaico, no terceiro milênio, entre 2600 e 2450 a.C. Sob vários nomes (falaremos disso mais adiante), ela era conhecida em uma série de cidades-Estado, sobretudo Umma, localizada mais ou menos no…

Um hino a Ea, deus da sabedoria

Dentre todos os deuses mesopotâmicos, este é talvez o mais simpático. Seu nome é Enki entre os sumérios, literalmente “senhor” (EN) “da terra” (KI), mas é conhecido como Ea em babilônico. Eu já falei dele brevemente em meu texto sobre o panteão mesopotâmico e, assim como eu fiz com Marduk, achei que valia a pena…